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Friday, September 28, 2007

 

Rock-a-by... Mommy


[Oliver inspeciona o material para ver se está adequado às suas necessidades.]


Chegou anteontem a primeira aquisição para o quartinho da Menina.
Como o espaço é pouco, não dava para ter uma poltrona de amamentação confortável e uma cama de babá/enfermeira/mãe-exausta-de-peregrinar-pela-casa ao mesmo tempo. Bem, na verdade, pesou na decisão o fato de que a maioria dessas poltronas é feia de dar dó, móveis sem nenhuma personalidade que eu não saberia onde colocar depois. Dinheiro gasto por dinheiro gasto, já basta a curta vida útil de berços e cômodas. Enfim, pouco espaço e um pouco(inho) de frescura.
É claro que eu não vou me refestelar nessa cadeira por horas (apesar de ela ser bem amiga nas costas, devo dizer aos descrentes), mas também não há nada que uma almofadinha não resolva. E é linda. E leve. E eu sempre vou gostar de olhar para ela.
No fim das contas, a história é a seguinte: mãe faz muito sacrifício. Merece um presentinho.



posted by Cam Seslaf às 9:37 AM |



Wednesday, September 26, 2007

 

Notes from the Upper Belly

Mais um incômodo gravídico até então desconhecido para mim: a dor nos músculos abdominais, que parecem estar se rasgando feito carne desfiada na altura do meu estômago (ou no lugar originalmente destinado a ele, coitado). Dói, amiguinhos, esse ragu dói.
Hoje pensei que mulheres malhadas demais, tipo a Madonna, com aquelas barrigas travadas (logo, com zero elasticidade), devem precisar de morfina nos últimos meses.

*

Já no departamento de conteúdo abdominal, a coisa vai muito bem, obrigada. Minha ecografia de ontem mostrou que eu já tenho na barriga um pé de Rúcula de 36 centímetros e 940 gramas.
O cérebro está numa fase de intenso desenvolvimento, o que significa movimentos corporais mais refinados, que por sua vez resultam em verdadeiros terremotos sob as minhas roupas. É copo que pula, é livro que treme... E eu continuo rindo muito disso. Acho que nunca vou parar de rir.
Gravidez pode doer, mas esse Pilates fetal compensa.



posted by Cam Seslaf às 9:52 PM |



Monday, September 24, 2007

 

O meu, o seu, o nosso e o dele

Se o Ministro Tarso Son-In-Law viajou para Mônaco sem levar na mala o pedido de extradição do Bracciola (que nem pronto ainda está, segundo consta), estamos autorizados a dizer que ele foi lá só para fazer a Grace Kelly?
Eu, particularmente, me sinto autorizada a tudo. Inclusive a rebatizar momentaneamente sua pasta de Ministério da Propaganda Enganosa e dos Engana-Trouxas.



posted by Cam Seslaf às 4:00 PM |




 

Quero ser a menina da bolha

34ºC, 11% de umidade, nem sequer uma brisa, muita fumaça no ar.
Tonturas, irritação, inapetência, contrações, nervosismo.
Se não passar o dia tomando baldes de água, a barriga não pára de endurecer. Esses dias ela tem endurecido de qualquer jeito, pensando bem. Não é bom.
Que ninguém me peça para ficar em lugar sem ar-condicionado até começar a chover, porque eu não vou. Nem amarrada.
Terceiro trimestre na seca bras-ilhense não dá.



posted by Cam Seslaf às 9:40 AM |



Thursday, September 20, 2007

 

Norma? Que norma?

Aqui, tomando meu café da manhã igual de todo santo dia, vejo que a jagunça oficial do governo no Congresso afirmou o interesse em encaminhar uma proposta de emenda constitucional que transferiria para o Supremo a competência para cassar mandatos de senadores por quebra de decoro.
Lembram daquelas aulinhas sobre separação dos Poderes? Lembram que as questões interna corporis (das quais disposições de regimento interno são o melhor exemplo) não estão sujeitas ao controle judicial do Supremo Tribunal Federal? Lembram que existe aquela coisica chamada Constituição?
Tem gente que parece ter esquecido. Aliás, não só parece ter esquecido como também está desatenta ao perigo encerrado na proposta.
Quebra de decoro é questão discliplinar que, evidentemente, só pode estar submetida ao estrito julgamento dos pares do acusado. Se isso deixar de ser matéria interna corporis, aí, Houston, we could have a serious problem. É uma portinha entreaberta que os Excelências não gostariam de ter no seu quintal. Mas a Grande Loja de Conveniência, o 7-Eleven Jetsoniano da Esplanada, precisa funcionar nas 24 horas do dia...



posted by Cam Seslaf às 8:55 AM |



Wednesday, September 19, 2007

 

Historieta de expediente

Representante do cliente leva documento ao escritório da advogada. Não se vêem há meses.
Diplomata: "Sabe que na Grécia nós não desejamos felicidades, mas 'feliz liberdade', não é?"
Advogada: "Para o bebê...? Por causa do nascimento?"
Diplomata: "Não, para as mulheres. São nove meses de escravidão, depois vocês ficam livres!"



posted by Cam Seslaf às 5:35 PM |



Tuesday, September 18, 2007

 

Transtorno Compulsivo Espetativo



Foi a senhorita que me disse uma vez que essas maquininhas de medir a glicemia viciavam, não foi?
Eu deveria ter ouvido.



posted by Cam Seslaf às 9:36 PM |



Monday, September 17, 2007

 

O novo sedã zune sem parar

Minha sócia está de licença-maternidade desde o final de julho, o que basicamente significa que eu estou dando conta do botequim sozinha.
Aí o cosmos resolveu me presentear com a movimentação, intensa e simultânea, de todos os casos mais importante e/ou complicados do escritório. Dezesseis audiências da primeira semana de agosto até sexta passada. Trocentos prazos, alguns mandados de segurança urgentes, quatro recursos (até agora), duas denúncias casca-grossa, um interrogatório (marcado cedo demais) e outro punhado de julgamentos. Do que eu me lembro agora, é claro.
As páginas da minha agenda já não comportam mais tanto compromisso anotado. E ainda tem a Agenda da Menina, com as intermináveis listas de coisas a serem feitas até dezembro.
Tanta movimentação cósmica justo quando meus neurônios aparentam ter disposição apenas para tomar umas piñas coladas ao som de "Don't Worry, Be Happy" numa praia cafona qualquer.
Drenagem linfática? Hidroginástica? Yoga para grávidas? Ha.



posted by Cam Seslaf às 6:56 PM |



Sunday, September 16, 2007

 

Our Bodies, Ourselves Someone Else's

Alerta TMI - Too Much Information. Prossigam com cautela.

*

Se você juntar duas grávidas, ficará impressionado com a velocidade com que a conversa descamba para a escatologia mais pura.
Eu, de minha parte, evito participar o Manfriend dos meus achaques gravídicos, afinal, ainda planejo ter uma vida sexual depois do nascimento. Mas no fundo, no fundo, trocar impressões sobre as mudanças no nosso corpo é importante. Até porque tranqüiliza horrores, às vezes.

*

Num dos meus primeiros posts grávidos, a Viking Zen perguntou a quantas andava o meu umbigo. Àquela altura do campeonato, eu vivia tranqüila com sua aparência: ele ainda era um "innie" que não dava sinais de que viraria um "outie".
Há alguns dias, ele passou a "flatie". Mudou da noite pro dia. Daí eu fiz uh-oh e pensei imediatamente em comprar um rolo de esparadrapo, por precaução.

*

É que barriga parece que faz "pluft!" de uma hora para outra. Eu tive esse salto do quarto para o quinto mês e de novo de duas semanas para cá.
Fui olhar fotos da barriga do começo de julho, quando eu já me achava suuuuper grávida, e ri da minha falta de noção. A barriga nem estava redonda ainda, coitada, e eu usando Mammy Gestante.
Mas esparadrapos à parte, o que me dá calafrio mesmo é estria. Embora muitos digam que não adianta muito lutar contra o destino, eu basicamente moro num pote de creme. Há dois dias, não sei se por conta da secura que só piora aqui no Poeirão ou se pelo crescimento da mocinha mesmo, a coceira na pele se intensificou, então agora vocês podem encontrar um vidro de óleo na cabeceira da minha cama. Óleo este que vai por cima do creme. Várias vezes por dia/noite.

*

Barriga modelável também já faz parte do meu repertório. Começou no fim de semana passado. De repente, ela decidiu se alojar só do lado direito; vendo de cima (minha perspectiva, duh), parecia uma rampa descendo em direção ao lado esquerdo. Demorou um dia e meio pra voltar ao normal.
E quando a pele ondula toda vez que ela se mexe com mais disposição? Freeeak! - mas muito legal, vai.

*

Para encerrar, the artists formerly known as Pink Nipples (não é uma banda escocesa, crianças) agora têm cor de... de... Nescau fraco.
Rezas bravas pelo retorno ao status quo ante serão largamente apreciadas.



posted by Cam Seslaf às 12:46 PM |



Friday, September 14, 2007

 

Contagem Regressiva



Cá está A Menina, em foto de ontem, com 25 semanas e 2 dias. Nessa fase a acumulação de fofurinhas está a todo vapor, então os contornos faciais já são mais visíveis.
Pode ser delírio gravídico (e delírio solidário, já que ele também achou), mas a boquinha é a cópia da do pai. Não canso de olhar e dar risada.

*

Babycenter é o meu pastor e nada me faltará. Todas as dúvidas que eu tive ou tenho sempre são melhor resolvidas por lá; para mim, é o portal mais completo, e eu adoro receber os boletins semanais de desenvolvimento fetal (começa aqui; estamos aqui).
Apesar disso, foi o tosquinho I Am Pregnant que me fez feliz hoje, ao anunciar, com sua ferramenta contadora, que amanhã faltarão 100 dias para a minha data provável de parto. Vejam bem, é só uma estimativa (a única criança que eu conheço que nasceu na DPP é o pequeno esquimó do meu Pinto preferido): a data nada mais é do que o dia em que se completam as 40 semanas protocolares de gestação.
Mas olha, saber que só faltam 100 dias, ainda que em tese, é um baita consolo. Minha curiosidade galopante, minhas neuras de estimação e meu nervo ciático em brasa gritaram "hooray!" em coro.



posted by Cam Seslaf às 11:17 AM |



Tuesday, September 11, 2007

 

Animus Constatandi

O prêmio para pusilanimidade, ninguém arrancar de tuas mãos há de, ó, senadora.



posted by Cam Seslaf às 7:14 PM |




 

Tell-tale hearts

Domingo, revendo aquele documentário dos irmãos franceses que acompanhavam um grupo de bombeiros justo durante os ataques, eu me dei conta que o meu choque aquele dia foi duplo: com a magnitude do evento em si e com as "justificativas" travestidas de moderadas de uns e comemorações ao estilo final de campeonato "se-fodeu-americano" de outros, todos ordinariamente insuspeitíssimos.
Passados esses anos, vejo que é impossível para mim lembrar de uma coisa sem pensar na outra. A diferença é que o choque pela última, ainda que em retrospecto, tem me parecido cada vez maior.
Nenhuma profundíssima análise blogal não, só isso mesmo.



posted by Cam Seslaf às 6:53 PM |




 

E ainda dizem que o concurso é difícil, Patrícia

Num país fictício, um fictício órgão encarregado da acusação dos cidadãos fictícios pediu e conseguiu a indisponibilidade de todos os bens de um investigado fictício.
Eis que o grosso do patrimônio fictício de tal investigado fictício está concentrado num fundo de ações fictício. Com a crise nada fictícia dos mercados, os advogados fictícios do investigado fictício formularam ao juiz fictício um pedido para que o banco fictício pudesse apenas realocar os investimentos fictícios (i.e., comprar e vender ações), mantido o impedimento de fazer transferências ou saques; se a intenção é impedir a dissipação do patrimônio para ressarcir uma futura condenação, nada mais lógico do que desejar que tal patrimônio continue rentável e seguro contra quebras fulminantes, não?
Não para o órgão da acusação fictício. Para eles, há grande possibilidade de fraude na permissão, porque o investigado fictício poderia "vender os bens" a preço de banana e "receber o resto por fora" depois.
Ações. Vendidas a preços irrisórios. Para receber o resto por fora. Quiçá na xepa da feira do Pacaembu.
Vai ver no país fictício dos acusadores fictícios não tem CVM nem Banco Central.
Quanto a cérebros, it kinda goes without saying.



posted by Cam Seslaf às 6:16 PM |



Wednesday, September 05, 2007

 

Just a slob like one of us

Eu estava entrando na garagem do prédio do escritório mais cedo e na minha frente seguia um carro relativamente caro com um adesivo no vidro de trás, em letras garrafais: "Assim Anda Um Dizimista". Minha vontade foi pregar um papel logo embaixo: "E no meu tempo, soberba era pecado".
Ganhou o prêmio de pior adesivo evangélico ever.

*

Dentre as muitas questões palpitantes que me afligem nessa gravidez, a religião está no top ten. Por menos fé que eu tenha (e por mais ardente que seja o meu desejo de ela não se tornar adepta de nenhuma religião majoritária), não acho lá muito correto deixar de apresentar alternativas para um filho. Na minha cabeça, é quase tão ruim quanto doutrinar uma criancinha desde cedo para acreditar nisso ou naquilo. Vai que A Menina nasce com o chip da espiritualidade que falta aos pais? Que direito eu teria de "decretar" minhas descrenças para ela? Complicado, complicado.
O Manfriend, criado por mãe católica e desconvertido depois, revelou-se meio sujeito a culpas cristãs nas vezes em que conversamos sobre isso. Quer batizá-la. "Vai que é verdade e ela fica sendo pagãzinha?" (podem rir). Nem adiantou eu lembrar que o Bento acabou com o Limbo; por ora, o medo segue vencendo as luzes, por assim dizer.
Eu, criada por mãe agnóstica, posso prometer mil coisas nessa vida, menos que vou criar A Menina dentro dos preceitos da Santa Madre. Deus me livre de uma filha católica (continuem rindo). Os católicos não entendam isso como desrespeito, pelo contrário: é por respeito que eu não me vejo numa igreja prometendo algo que não farei por discordâncias essenciais. Não acredito no catolicismo, mas respeito o catolicismo dos outros o suficiente para não me engajar num teatrinho dominical por convenção social.
Mas, enfim, voltemos ao assunto. Como é que vocês, os sem-fé, lidam com a educação espiritual (ainda que numa perspectiva histórica, vá lá) dos seus filhos?



posted by Cam Seslaf às 11:02 AM |



Tuesday, September 04, 2007

 

No donut for me

[Conversando com uma pessoa querida, eu disse que "ver a vida continuar", no meu momento de luto, me deixou completamente perplexa. Às vezes chegava a ser ofensivo.
A perspectiva das coisas muda drasticamente, mas o fato espantoso e ofensivo é que a vida continua, o mundo segue em frente... E em toda a sua descarada pequeneza.]


*

Eu preciso reclamar. Há duas semanas eu preciso reclamar.
Fui diagnosticada com intolerância a glicose, o que, em gravidês, significa um flerte com o diabetes gestacional.
Minha médica, com seus modos quase vitorianos de corticeira de novela, acabou comigo. Me encheu de cuuuulpa (ser mãe é ter culpa, já sei, e a criança nem precisa ter nascido). Como se o fato de eu ter saído de uma dieta de salada de pepino à noite (verdade) para cometer o terrível pecado de me dar o direito de comer sobremesa ou um alpino fosse desencadear um apocalipse metabólico no meu corpo.
E ela ainda tem uma porra de uma balança caquética no consultório que marca sempre dois quilos a mais que a minha de casa, novinha e digital. Não adiantava eu repetir que estava errada, não adiantava dizer "errr, mas você vai me pesar de jeans?". A culpa era minha e era bem gorda também.
Fiquei com tanta raiva da falta de tato da doutora que pela primeira vez achei bom as consultas serem mensais.

*

Daí que disparei para endocrinologista e nutricionista. Ambos com balanças ajustadas e camisolinhas disponíveis. E ambos concordantes em me absolver do quase-infanticídio. A glicose alta não tem nada a ver com o que eu vinha comendo (sobremesas à parte, eu me controlo muito, só engordei seis quilos até agora e está tudo na barriga), a culpa é da placenta. Sim, amiguinhos, a gravidez faz isso com você. De novo, a minha teoria do caldo Knorr se mostra irretorquível.
O problema é que glicose se controla com dieta, e muito embora eu seja especialista em regimes para emagrecer e continuar (cof-cof) magra, não estava preparada para um que somasse controle de ganho de peso a controle de índices glicêmicos.

*

Resultado: eu não posso comer nada. É sério.
Suco não pode, tem de comer a fruta. Aliás, só três por dia. Laranja, nem pensar. Uva e melancia idem. Batata, pão que não seja preto e integral, macarrão e qualquer coisa que leve farinha de trigo, só depois que ela nascer. Café da manhã sempre igual; se eu não tivesse me enamorado por leite na gravidez, não teria o que tomar. É que café piora as minhas contrações, surgidas já na 18ª semana, e chá de manhã eu não consigo. Se quiser passar duas moléculas de requeijão no pão preto, não pode comer queijo branco (e vice-versa). Então fica diante de mim aquele negócio sem cor e sem estímulo. Se não estivesse grávida, poderia variar com uma geleiazinha diet, mas como grávida não pode comer adoçante...
Almoço e jantar também são sempre iguais: um grelhado, saladinha no almoço, legumes ao vapor (bleeeargh) no jantar, arroz e feijão medidos com colher de sopa e um beijo, tchau. Molho de mostarda? Tem açúcar. Queijo? Só se quiser pular a carne. Comer virou a coisa mais monótona do mundo. Tédio com um T bem grande para mim.
E doce, rá, nem preciso dizer. Se estiver à beira da loucura, pegue umas quatro uvas-passas e morda em quatro pedaços cada, que é para render.
Mas A Menina só me manda desejo de açúcar, é ridículo.

*

Minha perspectiva é repetir a curva glicêmica com 29 semanas (exatas 5 a contar de hoje - dá quantos almoços e jantares iguais?) para ver se isso dá algum resultado. Sim, amiguinhos, porque pode não dar nenhum, tudo está nas mãos de dona placenta. Se estiver estável, pode ser que me liberem um tiquinho (ou pelo menos assim eu sonho); se ainda estiver alta, pode ser que eu precise tomar insulina. Calmante para enfrentar o terceiro trimestre com essa espada na cabeça que é bom... vocês sabem.

*

Bom, reclamada estou.
Eu disse que sentiria vontade de desmistificar certar coisas sobre a gravidez, não disse? Não é fácil. Não é nada fácil. Incomoda. Cansa. Dói. Não dá para apertar um foda-se e comer uma banana depois do almoço, por exemplo; o risco não é só você quem corre.
Senti-la mexendo, olhar a barriga saltar quando ela chuta, isso tudo é gostoso e me faz rir sozinha toda santa noite. Mas uma coisa é o bebê, outra bem diferente é o caminho que te leva a ele.
Eu sou a favor de que as pretendentes e aspirantes saibam onde estarão se metendo. Sim, amiguinhas, porque vocês não imaginam a cobrança pesada que algumas pessoas fazem por você não estar exatamente uma fada descalça, florida e cantarolante. "Baaaad mother".
Depois da necessariíssima camiseta "Não Molestem as Grávidas"©, vou propor à madrinha a "Uma coisa é o Produto, outra é o Processo". Fralda custa caro, afinal.

*

E claro que eu já enchi meio Moleskine de coisas que quero comer assim que ela nascer. Capaz de engordar mais no pós-parto que agora.
E quem ousar sussurrar as palavras "amamentação" e "cólica" agora vai sentir o peso da minha ira, tô avisando.



posted by Cam Seslaf às 4:51 PM |