Friday, March 30, 2007
Trivial Ressuscitado
Ainda habito o planeta. E como eu disse nos comentários do último post, não desejo o que eu passei nem para o ilustre proponente do Maranhão do Sul.
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A prisão do rabino foi o caso mais agudo de vergonha do alheio dos meus 33 anos. Coitado, coitado... Torço para que seja a cleptomania mais bem disfarçada dos anais da psiquiatria. Update: tá meshuggener, claro. Ufa.
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Controladores de vôo ameaçam entrar em greve. E os sábios planaltinos aqui querendo fazer CPI para "resolver" o problema. Vejam bem, CPI. Se conseguirem, podemos dar o ano de 2007 por encerrado no Congresso. Teremos muito circo, muito assunto pra jornal, animação nos blogs e continuaremos todos amargando espera em aeroporto. É o tipo de CPI que não é boa nem para advogado, porque só vai ter pobretão investigado. "Ou fffeja", muita chateação e zero de bônus. Santa preguiça "deffe paíf".
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Tem alguma nutricionista ou entendido de nutrição por aqui que possa me fazer uma recomendação de leitura? Preciso encontrar um livro que explique os fundamentos de uma dieta balanceada para dar para uma menina muito nova que anda flertando perigosamente com distúrbios alimentares. Viva o didatismo dedo-na-garganta da novela das oito!
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Rudezas gratuitas: não trabalhamos com. Se as pessoas soubessem como às vezes três palavras podem ser um cruzado de direita, paravam para pensar antes. Ah, paravam. Eu não tenho nada a ver com as suas ansiedades, os seus humores e a sua falta de sensibilidade, fuck you very much.
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A pessoa merece passar um dia com uma música do Bon Jovi na cabeça? Não, a pessoa não merece.
Monday, March 26, 2007
O Chefe do Cerimonial Recebe Visita Ilustre

Ticcia e Denize juntas, chez moi. Sorry, perifa.
Saturday, March 24, 2007
Pausa para a nossa breve sessão de autopiedade
Não é novidade para quem me conhece ou lê os meus blogs que eu tenho problemas com o casamento. Com a parte coabitação do casamento, para ser mais exata. Acredito que tem gente que não funciona bem com a coisa e eu definitivamente sou uma delas. Também chega uma época na vida em que contar com a boa vontade dos pais parece, bem, abusar da boa vontade dos pais. A Independente Futebol Clube aqui sempre rezou pelo credo de que uma boa mocinha deve dar conta de tudo o que lhe diz respeito, sempre e no matter what. Mas caras, ter de preparar a sua própria nebulização de madrugada e em estado de pré-asfixia é triste, é muito triste, é mesmo de chorar.
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Pronto, acabou, é que eu estou há três dias com dor, sem dormir, sem respirar, me comunicando basicamente por SMS e já não sei mais se quero a minha mãe, o meu pai, o Manfriend, as cabeçadinhas do Dimi na mão enquanto digito ou só resmungar um pouco.
Friday, March 23, 2007
Trivial Sufocado
Se o médico tivesse dito que era, sim, pneumonia, eu entenderia melhor. É que sinusite e faringite estão longe de explicar a falta-de-arzite que não me deixa ir daqui do quarto até a cozinha sem bufar. Ou semi-bufar, que uma respiração tão curta e doída assim não se qualifica como bufo (bufada? Hmmm, prefiro bufo) profundo.
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Seu plano de saúde é corporativo top platinum do caraglio atômico internacional, mas o atendimento recebido na bosta do Hospital Santa Lúcia é pior do que o de um pronto-socorro em Cabrobó do Judas. Bosta, sim, doutores-empresários, boooos...ta!, digo isso cheia de animus denunciandi e em staccato. Um clínico me atendeu, me despachou para raio-x e hemograma, eu fiquei quase três horas esperando os resultados (e percorrendo os corredores para buscá-los, afinal, a obrigação é do doente) e, na hora de apresentá-los ao médico, tinha havido troca de plantão. Daí me recebe um médico já mais velho, que não abre o prontuário, não se inteira dos meus sintomas, limita-se a ver os laudos da radiologia sem olhar as radiografias, só passa os olhos no resultado do exame de sangue porque eu pedi, e me recomenda um pneumologista. Doutor ao menos olhou vocês nos olhos? Não? Nem a mim. Eu ali, sem conseguir completar duas frases, tossindo a vida dos meus pulmões para fora, e não mereci um olhar. Eu podia estar expelindo secreção azul-turquesa que ele jamais saberia. Eu não estava, a propósito. Nenhuma. Estou doente, mas a doença do meu funcionário fimótico aí debaixo eu não peguei. Sabem o que eu acho? Quem quer ser despachante de paciente deveria prestar concurso para o Detran, o INSS ou ir ser agente de cobrança das Casas Bahia. A vida de batedor de carimbos estaria assegurada e a saúde de ninguém sofreria com isso.
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Meu pai é médico, um bom médico, atencioso, à moda antiga, daqueles que ainda fazem exame clínico. Por isso sempre combati essa história de "medicina de Bras-ilha". Mas depois de um erro crasso e outro bastante provável na minha gravidez e depois de duas incursões à bosta da emergência do Santa Lúcia, sou obrigada a dizer que os caras não fazem nada para cuidar da própria fama.
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"Bras-ilha, capital da esperança...". É que enquanto isso, em Sírio-Libanesópolis, os caras te põem em cadeira de rodas pra tudo. E eu acho que ando vendo Grey's Anatomy e House demais.
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Ainda no mundo das vantagens tiradas de nosotros trouxas, fiquem com a gênia da minha irmã, porque eu preciso ir tomar o meu vigésimo banho.
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PS: Sabem o que me deixou assim, né? Mato, cachoeira, Pirenópolis. Tirem uma fresca de seu elemento e vejam o que acontece. Damn hippies.
Thursday, March 22, 2007
Um post sem fôlego mesmo
Eu costumo dizer que a pior coisa de morar sozinha é subir com todas as compras de supermercado depois de um dia cansativo de trabalho. Daí eu fico duas semanas gripada, tenho uma recaída brutal na terceira (quem disse que banho de cachoeira espanta as zicas?!), passo a noite pensando se vou ou não ao hospital sozinha enquanto quase entro em combustão espontânea de tanta febre e enfio o nariz pela tela da janela atrás de mais oxigênio e me lembro que há coisas bem piores.
Tuesday, March 20, 2007
Detalhes
- "Dra. Camila, a senhora está ocupada?" - "Não, entra..." - "É que eu queria falar com a senhora... Já conversei com o Dr. X e a Dra. Y..." - "Hum, que foi?" - "É que semana que vem eu vou precisar fazer uma cirurgia de fimose." - "Ahn... Errr... Boa sorte." Botox, às vezes, faz falta.
Thingie
[Visto aqui e agora aqui.]
Friday, March 16, 2007
Que seja tudo cintilância
Happy Ticcia Day! ;D
Thursday, March 15, 2007
Trivial Agastado
Na capa do jornal de ontem a chamada anunciava que Bento Sixteen chamou o segundo casamento de "praga social". Mais uma da série Shut-up-what-can-you-possibly-know. O mundo virando uma grande churrasqueira e o sujeito ainda encontra energia para gastar com isso.
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A propósito, alguma coisa acontece no meu coração quando a mocinha do tempo do Bom Dia Brasil escancara o seu maior sorriso para anunciar que "hoje fará muuuuito calor em todo o país". Eu não suporto calor, nunca suportei, fico mal-humorada e não consigo funcionar. E o tempo está realmente assustador. Tenho a impressão que Dona Gaia resolver convencer a humanidade que esse negócio de aquecimento global é mesmo sério num espaço de apenas dois meses. Daí a mocinha ri. Pois agora, além de cantar com o legista, eu também xingo a TV toda santa manhã. Estou perdendo o senso do ridículo.
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Não é bem ridículo, é que estou meio tepeêmica. Tanto que tive um acesso de ódio no carro quando ouvi, na CBN, que ontem a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou a realização de plebiscito para decidir sobre a criação do Estado do Maranhão do Sul. Foi por pouco, bem pouco, que os demais motoristas parados no sinal não testemunharam a minha transfiguração em Heloena Helisa. A idéia é tão imoral e o despudor de seus proponentes é tamanho que não dá nem para eu me alongar. Novo Executivo, novo Legislativo, novo Judiciário, novos palácios superfaturados para abrigar os respectivos Poderes, novas folhas de pagamento, concursos para juiz, promotor, salários de desembargador, jeton de Assembléia Legislativa, frotas de carros oficiais, residência oficial do Governador, auxílio-caraglio-a-quatro, franquia postal, telefônica e aérea, campanhas eleitorais, novos conchavos, novos 10%, tudo isso e muito mais para restaurar a paz entre os povos inimigos do Maranhão do Norte e do Sul, que vivem uma sangrenta intifada na Faixa de Imperatriz, como todos tristemente sabemos. Não tem como não desistir do país do João Hélio, não tem.
Tuesday, March 13, 2007
Eu agora tenho oficialmente apenas cinco copos para água em casa. Um, dois, três, quatro, cinco.

"De nada, mãe!"
Friday, March 09, 2007
This Fish Needs a Bicycle
Marcos VP oferece prova material do Dia da Mulher em shopping bras-ilhense.
Thursday, March 08, 2007
International Missing The Point Day
Eu tive de parar para apreciar a "homenagem" que o shopping aqui do prédio fez para o Dia da Mulher. Parei e ri sozinha no meio do povo. Os cérebros montaram um quarto de bordel em pleno shopping, sem brincadeira. Tem a cama redonda de veludo roxo capitoné, tem as manequins (sim, sem cabeça, Doktor Freud!) vestidas de peignoir de seda e boá, os tamanquinhos emplumados, a penteadeira rococó, os babados, o rosa onipresente, a estampa de oncinha, os bonecos de tigre albino... A síntese do que é ser mulher, vocês sabem, porque é disso que precisamos nos lembrar hoje. Dia 8 de março é dia de me irritar, invariavelmente. Poderiam rebatizá-lo de Dia Internacional do Clichê. Todos os anúncios, todas as pautas nos jornais e na televisão, o mundo inteiro só fala em chavões do (supostamente) feminino, de desimportâncias e cafés requentados. Um canal diz que toda mulher precisa ser tratada como "deusa" hoje. No rádio, de manhã, o locutor discute até hoje "a inserção da mulher no mercado de trablábláblá...". Pena que eu não estarei aqui para ver, mas tenho certeza que no tricentenário da entrada das mulheres no bendito mercado de trabalho ainda falarão de sua "crescente importância". Dos discursos dos deputados na Rádio Câmara, abstenho-me: fiquem com a minha imagem mental de um serial killer desgovernado num McDonald's em Oklahoma City. Dia Internacional do Clichê, Dia Internacional de Miss The Point, podem escolher. Só não esqueçam, bras-ilhenses, que para o Liberty Small o dia é de celebrar a Viúva Porcina.
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Mas enquanto nós estamos na banheira com Lux Luxo ou enquanto eles distribuem rosas já meio vencidas e elogios de pára-choque de caminhão para suas amigas e colegas, não custava nada pensar nessa porra de concepção de vida que nos faz ser o nosso trabalho; que nos faz adiar a maternidade e nos expõe a muito mais riscos na gravidez e até de infertilidade; que nos nega o direito de passar os primeiros meses de vida dos nossos filhos a seu lado porque somos "profissionais liberais"; que torce no nariz para quem decide tê-los, em última análise; que transformou em cool se proclamar uma "promiscuous girl", "such a lady, but dancing like a ho" que "puts them boys on rock, rock"; que glamouriza a menina bonita, burra e inculta e a magra cadavérica; que etc., etc. ad infinitum.
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Enquanto isso, no Olimpo, o cliente que já me chamou de "doutorinha" em reunião acaba de me dar os parabéns e desejar que eu continue "sempre bela". Ao contrário do que dizem os anunciantes de ocasião, ainda bem que é só um dia por ano.
Wednesday, March 07, 2007
Peggy Sue died long ago
Eu devia saber que havia um motivo para a internet parar de funcionar no escritório e prometer ficar assim nas próximas vinte horas. Eu devia saber, daí cheguei em casa e descobri: recebi um e-mail de uma ex-colega de faculdade pedindo confirmação de presença e dando dados para depósito em conta-corrente para bancar uma festa de dez anos de formatura. Meus anos na faculdade não foram exatamente os melhores da minha vida. Rá, a quem estou enganando, vencidos pelo hors-concours 2006, muitos deles fazem parte do meu Top 5. E agora parecem querer que eu pague R$ 50,00 (R$ 100, se eu levar o "maridão" - sic, sic, sick!) para passar uma noite num clube barango rememorando coisas que, benzadeus, eu esqueci faz tempo. Pois a não ser que algum ex-colega tenha virado ministro de tribunal superior e eu não saiba; seja relator de um habeas corpus com pedido de liminar e eu não saiba; e só e somente só se o cliente estiver preso há muito tempo, eu não vou nem amarrada. Nem a bordo do meu novo corpo Pilateado e magro, vestida de Clube Chocolate da cabeça aos pés. Nem se eu fosse casada com um loiro milionário, tivesse imensos lábios carnudos e filhos adotivos nascidos em todos os continentes terrestres. Não, nem assim eu iria. Mas me entretém imaginar desculpas para a minha ausência, afinal, não quero ser chata com essa gente tão querida do meu saudoso passado juvenil. Já que a festa cairá no meio da semana, a desculpa oficial de que "estarei em São Paulo visitando meu namoradÃO" está prejudicada. Então vou confiar minha história às ponderadas e generosas opiniões de vocês, porque se eu continuar a escrever isso aqui, whoa, este será o post mais cruel e venenoso de toda a minha carreira blogal.
Gripe Aviária
Fiquei fora de combate com outra das minhas já famosas "mãe de todas as gripes". A coisa foi forte, mas acredito que piorou de vez depois da minha visita ao meu (ex?) restaurante trash favorito de Bras-ilha, a Galeteria Gaúcha. Apesar do serviço meio abrutalhado e da ruindade de certos acompanhamentos (ao estilo gaúcho clássico: macarronada, salada, polenta frita, maionese), eu freqüento a Galeteria há muitos anos pelo tempero maravilhoso do frango e pela sensacional maionese de batata, cujo risco de vida embutido eu relevo com prazer. O Manfriend, autor contumaz de massacres avícolas em território Poeirense, costuma dizer, (mais ou menos) de brincadeira, que a Galeteria é o melhor restaurante daqui. Pois é meu doloroso dever comunicar que era. Como não quero me alongar na lembrança de um almoço tão sofrível, vou apenas dizer que precisei trocar de talheres três vezes, porque estavam sujos de gordura. Na segunda vez, o garçom chegou a apanhar garfo e faca de um monte empilhado na mesa ao lado, que mais parecia um campo de batalha de tão imunda. Recusei, de olhos arregalados. A comida demorou mais de vinte minutos para vir à mesa; quando chegou, os pedaços de galeto estavam crus. Chamei o garçom, devolvi e disse que eles ainda iriam matar alguém. Mais dez minutos e veio outra porção, bem pequena, e igualmente devota de Santa Salmonella. Antes que pudéssemos protestar, o garçom "regarregou" o braseiro com o que pareciam ser pedaços mais bem passados. Mas foi só cortar uma coxinha para ver sangue no prato. Como o que era comestível estava totalmente sem sal, desistimos e pedimos a conta. E o diligente garçom levou nossos franguinhos ainda piando para outra mesa, que os aceitou de bom grado. Eu não leio o Correio Braziliense, portanto não sei de notícias de internações em massa. Mas também não duvido. É triste, é chato ter de repetir, mas esse é só mais um exemplo do desleixo dos restaurantes bras-ilhenses. Não é por ser barato e popular que a comida precisa ser de quinta e o serviço tão assustadoramente incompetente e tosco. A clientela, certamente, não acha que este é o trato. Quer forrar a mesa com uma pilha de folhas de papel-manteiga para economizar toalha? Quer usar talher barato que entorta? Fine by me, desde que a comida continue sendo cuidada e bem-feita. Vou pagar pouco, mas não quero ser servida de lixo. A mentalidade dos donos, no entanto, parece ser inversa: respeito zero com os clientes. Deu para mim. Galeto, agora, só em Porto Alegre, tchau.
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