Monday, January 29, 2007
All the unborn chicken voices in my head - Reloaded
Eu perdi as duas últimas sessões do ano passado por conta de audiências interestaduais, depois ela tirou longas, longuíssimas férias, mas finalmente minha terapeuta me teve ali de regresso na quinta-feira. Veio o "como estamos?" protocolar, seguido do meu já típico "estou bem, mas estive meio mal", é que "andei obsessiva de novo do finalzinho do ano até a semana passada", "minha hipótese é que isso mais isso..." (sempre tenho hipóteses, coisa que deve adiar minha alta em muitos anos). Eu sei que estou melhor quando diminuo a ruminação e começo a fazer graça dos meus problemas, tipo quando perguntei a ela se não seria mais benéfico desenvolver uma compulsãozinha para descomprimir, já que eu não tenho nenhum ritual ("Ca-mi-la!"), ou agora, quando "diagnostiquei" que a nova obsessão do meu feérico mundo de obsessiva pura é... a minha obsessão. Dessa ela riu. Mas havia um tema grandioso guardado para aquele dia, tema que expus muito reticente e temerária, antecipando não umas broncas, mas uns senões graves e circunspectos, de sobrancelhas erguidas. Minha vantagem é que eu antecipo os tais senões no meio do discurso, na esperança de ela acreditar que eu estou menos woopsie-doo do que realmente estou. "Minha vantagem" é maravilhoso. - "Tenho pensado muito em X. Acho que se eu inverter a ordem dos fatores ficarei menos sobrecarregada. Na verdade, eu já me sinto bem menos ansiosa só de pensar na possibilidade de inverter. Claro que A, B, C e D me dão medo, mas cada vez mais acredito que todos eles somados jamais serão piores que E. Tô louca?" - [Anota no fichário. Meu reino para ler as anotações de todos os médicos de cabeça que já me atenderam.] "Ah, mas eu acho muito bom que você tenha pensado isso! [Fala um monte de material confidencial - tão pensando o quê?] Camila, você é muito responsável, você yadda-yadda-yadda... Você tem direito a X." E eu ali, incrédula na poltrona, torcendo as franjas da manta, como sempre. "Tem direito". Absolvida em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, hooray. Das duas, uma: ou a minha obsessão pela obsessão está meio em descompasso com a realidade, e para melhor, ou eu sou uma paciente que desenvolveu um imenso talento para escolher terapeuta. Hmmmm, ou então esse troço é contagioso.
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Leituras de Congonhas: cientistas demonstrando que o cérebro altera sua estrutura física com exercícios mentais. Primeira reação: "caraglio, imagina o estado do meu depois do último ano...". Segunda reação: "bom, mas tem conserto". Terceira reação: "amanhã mesmo eu passo naquele templo budista lá perto de casa, nem que seja às sete da manhã!". E a vontade de fazer uma ressonância magnética? Hmmmm... Eu avisei que estava meio obcecada pela obsessão, lendo milhares de coisas, elaborando teorias, eu avisei...
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Criptoaftermath: If I were queen you would be last against the wall.
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Criptoupdate: Well, sorta. Talvez por eu ser contra walls por princípio. Ou não, como diriam Gil e Caetano. Sei lá, mil coisas. Só sei que Seacrest is out!
Thursday, January 25, 2007
My Own Private Helldaho
Hyde's back. Crappy new year.
[Criptoresmungo, só.]
Wednesday, January 24, 2007
O Diabo Veste Beca II
As eleições da OAB no ano passado caíram bem durante as minhas férias em Nova York. Não precisar ser atacada por adesivos indesejados, assediada por melhores amigos(as) de infância de última hora e aturar filas ao som de música de trio elétrico foi o bônus extra da viagem. Mas quem não vota, precisa justificar. Quando eu voltei já era quase dezembro, dezembro costuma ser um mês infernal para advogados, então deletei a tal eleição da minha cabeça. Ontem, quando a correspondência chegou à minha mesa, tinha um boleto vindo da Ordem: "São cem reales, prezada doutora que perdeu o exíguo prazo de justificação. É o preço devido pela representatividade, pela relevância política e pela democracia. Até 2009."
Tuesday, January 23, 2007
O Diabo Veste Beca
A responsável pelo departamento jurídico de uma multinacional cliente do escritório deixou a empresa subitamente, no ano passado, para entrar no quadro societário de um escritorião grandão com nomão. Muitos foram pegos de surpresa, inclusive o outro escritorião grandão com nomão que sempre os atendera e que pode ter perdido a conta com a mudança. Hoje aparece na minha caixa de entrada um Boletim Número Tal do Escritorião Grandão Com Nomão assinado por ela, agora sócia responsável pela área XYZ da firma. Já no primeiro parágrafo, e para citar só ele: "A atividade XYZ encontra-se entre aquelas, objeto de diversos conflitos pela necessidade de blablablá e pela necessidade de desenvolvimento econômico que trás." Hoje também deve ter um bocado de sócios seniores batendo com a cabeça na parede.
Das consolações da loucura
Diz a lenda e a imprensa de celebridades que o Tom Cruzes (no pun intended), por espalhar sua fé pelos quatro cantos desse mundo certamente abandonado por Deus, se vê como o Cristo da Cientolog*a. Uma daquelas "fontes" maravilhosas ainda teria dito que "ele vem sendo criticado por suas idéias, mas as gerações futuras verão que ele está certo". Preciso me lembrar disso naqueles dias em que eu estiver mais para o lado tralalá da Força. E pobre Joey Potter, tsc.
Monday, January 22, 2007
The Joys of Mulherzice
Já concorrendo ao título de Melhor História de 2007, minha amiga A., recém-saída da casa dos pais, contando as agruras da vida antes do lar, doce lar: "De tanto falarem, eu fui lá e comprei o bendito do vibrador. Meu erro foi não testar na loja, então só quando cheguei em casa é que vi o barulho horrível que ele fazia. O jeito foi me trancar no banheiro para o test-drive. De repente, o meu pai bate na porta: - Minha filha, está tudo bem aí? - Está, pai, é só o Epilaaaady!"
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Dona Patrícia Antoniete, recém-passada pelo canudinho, me fazendo rir alto no meio do expediente: "A moça essa que se lipoaspirou trocou o seu bordão no MSN pra 'QUASE 38'. Aí, em menos de 24 horas, vem uma perguntar se eu tô com febre, outra perguntar se eu não era mais nova. Vou te contar, ser gorda é foda: 38 na gente ou é febre, ou é idade; manequim 38, nem pensar."
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Vou falar bem baixinho que é para o Cosmos não ouvir e resolver mudar de idéia: Eu acho que o meu anticoncepcional novo está me fazendo emagrecer. Desde o ano novo foram uns dois quilos, embora eu tenha contado com a ilustre presença em minha vida de um bocado de Corn Flakes com leite condensado e de um certo bolinho de limão. O melhor: aumentou o peito. Na minha terra, isso sempre se chamou milagre. Pensando bem, seu Cosmos, estava mesmo na hora de um pouquinho de retribuição.
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Já concorrendo ao título de Melhor Frase de 2007, de um amigo do Manfriend, sobre a namorada: "A M. não quer só monogamia, ela quer monoteísmo." Amen, sister.
Friday, January 12, 2007
N. da T. da N. do T.
A única coisa que faltava para que eu terminasse a defesa do país de alfabeto diferente ontem era uma tradução de um artigo em inglês que explicava a controvérsia jurídica do processo, encontrado graças à intercessão de São Google. É bom dizer que eu não consegui contratar o tradutor público a quem nós sempre recorremos no escritório. Sobraram dois, um deles conhecido, mas como o conhecido morava no Lago Norte (em Bras-ilhês: loooonge) e eu tinha muita pressa, acabei contratando o tradutor com nome de bichinho. E a peso de ouro. Como são caras, essas coisas. O documento chegou para mim logo depois do almoço. Na hora de copiar, já fui perdendo o fôlego de cara, tamanha era a indigência de vírgulas. A pontuação é diferente, Mr. Puppy, eu sei, mas isso não te dispensa de adaptar as pausas para o português. Aí cheguei no parágrafo mais importante. Nele estava descrita a evolução da jurisprudência da Suprema Corte do país de alfabeto diferente que cristalizou a tese que nos interessava. Digamos que o nome do Supremo Tribunal seja Sblonfi Sblonfios. Eu sabia, até porque é a minha segunda incursão profissional por lá, mas ninguém mais é obrigado a saber. Convinha uma notinha, não? Não. O texto está salpicado de Sblonfi sblonfios - assim, com o último nome em minúscula e sempre desacompanhado de um artigo. Sblonfi sblonfios regulamentou que isso, Sblonfi sblonfios regulamentou diferentemente aquilo, como se referisse a um extraterrestre. Aliás, por regulamentou, leia-se ruled. Tal como juiz não agradece quem cumpriu sua decisão, tribunal não regulamenta nada, tribunal julga, tribunal decide. A minha irmã (voltou!) é tradutora de filmes e seriados. Volta e meia ela me escreve ou me liga para saber qual é o termo técnico mais apropriado para palavras em direitês americano. Why, oh why um tradutor público e cheio de selinhos produzindo um documento oficial não tem o mesmo cuidado escapa à minha compreensão. Mas eu continuei copiando. Encontrei "whereas" traduzido por "considerando". Não foi erro de edição. Morrerei sem entender. Uma "Convention Applying the Schengen Agreement" virou a maravilhosa "Convenção Aplicando-se o Acordo de Schengen". "Aplicando-se", como se fosse título de palestra motivacional ou manual de montagem da TokStok. Não custava nada googlar o nome oficial do documento em português. Olha só, quanta conveniência, na União Européia tem até um país cuja língua é justamente o português! Aí saiu o meu primeiro e-mail pedindo correção. Mal sabia eu o que o destino e Mr. Puppy me reservavam. O texto prosseguia contando como uma câmara da Suprema Corte decidia de um jeito, a outra de outro, como as cortes de apelação também não falavam a mesma língua, até o belo dia em que Sblonfi Sblonfios chegou à decisão uniformizadora da jurisprudência: "Sblonfi sblonfios eventually considered the limits of transnational ne bis in idem in pleno in 2002". Tradução? "Sblonfi sblonfios EVENTUALMENTE considerou os limites do ne bis in idem pleno transnacional em 2002"! Aí deu. "Eventually" por "eventualmente" é exemplo que professor do Berlitz dá para arrancar risada de aluno de 14 anos, não erro que se cometa numa tradução de quase dois mil reais. Chamar o princípio de "pleno" e não perceber que o texto tratava do tribunal pleno, isto é, em sua composição plenária, é não ler o que se está escrevendo. Não estamos falando de alguém que nunca viu um texto jurídico e seus latinzinhos amestrados na vida. Também pedi correção. Esperava que ele sentisse vergonha. Mas Mr. Puppy não me respondeu até agora. Logo, vergonha maior ficou sendo a quantidade de notas de rodapé que eu tive de usar para esclarecer qual era a versão correta do texto original.
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Preciso descobrir quando abrirão o próximo concurso para tradutor público. Minha busca acabou.
Wednesday, January 10, 2007
Direitocassetadas - Update
Então, tá, para ser justa, eu só soube hoje, pela Folha, que o processo no qual foi dada a liminar é movido apenas pelo namorado da Bocarelli. Portanto, tudo o que eu escrevi no último post deve ser lido em nome do Beringelli*. É feio e nada recomendável falar mal do trabalho dos coleguinhas, mas venhamos e convenhamos, o ilustre causídico deu um tiro de canhão para matar uma mosca que, coincidentemente, estava pousada no pé do cliente. Para ser justa, se for verdade o que a moça disse na entrevista publicada pela Bônica Mérgamo, a estratégia de processar o autor da filmagem sem fazer alarde não poderia ser mais correta. O casal se esqueceu de convocar uma DR jurídica e agora ela paga, por ser a famosa da dupla, pela afoiteza e pela falta de loção do advogado do namorado, que deveria achar sua tese a mais genial do planeta, mas parece não ter ponderado o principal interesse em jogo: não multiplicar o prejuízo sofrido pelo cliente.
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O outro desastre, o maior, partiu da cadeira do desembargador. A parte pode pedir o delírio que achar cabível, grave é o magistrado embarcar no delírio, e embarcar na Classe Ignorância. A decisão de embargos de declaração ex officio** que reverteu o bloqueio fala em restabelecer "o sinal" do YouTube no Brasil. Sinal. Devolva o bombril para a minha antena, BrasilTelecom! Depois de tanta confusão, é incrível que a presidência do tribunal tenha continuado a não fazer o dever de casa. E ainda agradeceu as provedoras pelo pronto cumprimento da decisão, ainda que elas tenham extrapolado o limite originalmente determinado. Juiz agradecendo o cumprimento de decisão judicial. "Publique-se. Registre-se. Rogue-se o obséquio de que cumpram, s.m.j.".
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E chega dessa história, que eu preciso voltar para a Convenção de Viena de 1961, o Tratado de Schengen, o ICCPR e a aplicação do princípio ne bis in idem em casos de concorrência nacional horizontal no país de alfabeto diferente. Pensam que a vida é fácil?
* Brangelina, Beringelli, poteito, potato... ** Desculpem, leigos, mas é uma piada direitista irresistível.
Tuesday, January 09, 2007
EnTubed
Meus três cents sobre a liminar deferida em favor da Daniela Bocarelli e que bloqueou o acesso indiscriminado e integral ao YouTube. Primeiro: há quem possa querer não compreender minimamente o funcionamento da internet. É como renunciar ao presente, mas cada um sabe de si. Juízes, contudo, não podem se dar ao luxo. Eu não consegui encontrar a íntegra da decisão online, mas parece ser consenso entre os especialistas consultados que sua redação é dúbia. Os departamentos jurídicos das telefônicas a interpretaram como uma ordem de bloqueio geral de acesso e voilá, menos um procrastinador de trabalho no mundo. Depois da grita, o TJ-SP divulgou nota dizendo que a ordem se limitava à criação de um filtro para endereço que abrigasse o vídeo. Faltou avisar o presidente do Tribunal que cada cópia do vídeo existente no YouTube tem sua própria URL e que cada URL, portanto, demandaria um filtro para si. Pior, faltou avisar o presidente que o YouTube não é o único site de vídeos na internet. O cumprimento de uma decisão nesses termos é absolutamente inviável, a não ser que dona Bocarelli se disponha a bancar uma empresa dedicada exclusivamente ao monitoramento contínuo da rede, inclusive de e-mails. De todos. Forevah. Talvez fosse o caso de ligar para a Casa Branca e pedir o know-how... Impedir o acesso ao site tout court é o mesmo que o Loola mandar tirar a Globo do ar em todo o Brasil porque não gosta do Casseta e Planeta, por exemplo. Segundo: não me venha dizer o contrário, doutor coleguinha patrono do imbróglio, o que o senhor pediu, e conseguiu, é censura. O YouTube não vive só do sexo subaquático de sua (agora) pudica constituinte e tampouco a clientela nacional do site é formada exclusivamente por onanistas, e onanistas monotemáticos, ainda por cima. Hummm, isso ainda dava uma bela discussão psicanalítica, hein, Narcisa? :D Terceiro: aposto que o backlash desse bloqueio será feroz. Eu não sou do ramo, mas acho que isso é um desastre em termos de relações públicas. Péssimo negócio para quem vem de uma série de desgastes, desde o casamento ribombante, passando pela separação-relâmpago e culminando no famoso aquaplay. Espero que a empresa de vigilância internética da moça tenha um grande staff, porque vai ficar difícil caçar as novas cópias do vídeo que passarão a pipocar pelo mundo afora. Esses dias eu vi um painel na CNN sobre o caso. Lá vai a gringaiada ficar curiosa e aumentar o seu Ibope. Fora os programas humorísticos, as revistas e os programas de fofocas, os blogs... Boo-hoo, Bocarelli, ninguém mais vai conseguir esquecer vossas marolas. E, da próxima vez, get a room e deixe a navegação dos outros em paz.
Monday, January 08, 2007
Perigo, perigo
Tribunal de Justiça de São Paulo admite que feto seja autor de ação. A matéria atribui a um desembargador a alusão a outros precedentes jurisprudenciais no mesmo sentido. Por não ser a minha praia, eu os desconheço, mas sei, como qualquer calouro de Direito sabe, que um feto não é pessoa natural, tal como definida pelo Código Civil. O nascituro tem seus direitos garantidos pela lei, é fato, mas daí a poder demandar em juízo são outros quinhentos. Para mim, não cola a explicação do promotor de que seria "mais fácil" garantir o pré-natal das detentas com fundamento no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Constituição garante o direito à saúde e especificamente a proteção à maternidade em seu art. 6º. Diz o art. 196 que a "saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". No art. 198, inciso II, está lá: "atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas". Direitos líquidos e certos, asseguráveis via mandado de segurança, sem necessidade de malabarismos jurídicos. S. Exa., na verdade, é traído pelo fato de achar que um feto tem mais chances de sucesso na Justiça que uma grávida. Eu me pergunto por que um juiz se sensibilizaria mais com o pleito de um feto do que com o de uma mulher. E desde quando o pré-natal visa acompanhar apenas a saúde do não-nascido? A mãe, ora, a mãe... Difícil não ficar tentada pela hipótese de que há uma agenda na história. A vida reprodutiva das mulheres, quando tiver a infelicidade de ir parar em autos de processo, só tende a ficar mais penosa. Para ficar num só exemplo: imaginem quantas grávidas poderão se ver na pavorosa situação de ter de "litigar" contra seus próprios fetos anencefálicos graças a hiperdiligentes "curadores de não-nascidos"? Eu preferia não ter de imaginar, mas agora ficou impossível.
Friday, January 05, 2007
Trivial Variado
Meus vizinhos são um casal de professores universitários. Meus vizinhos, pelos aromas que invadem a minha casa todo santo dia, são um casal de professores universitários que cozinha muito bem. Neste exato momento, eu quero ir bater na porta deles para perguntar se o casal tem algum interesse em adoção.
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Na noite de quarta-feira eu dei a antepenúltima latinha de Fancy Feast da leva novaiorquina para os gatinhos. No mesmo dia, meu pai, cumprindo seu papel de avô zeloso, trouxe duas latinhas de outra marca para eles. Ontem eu resolvi testar o Oliver, para ver se o cachimbo tinha entortado a boca e ele comeria sem notar a diferença. Miou, pulou e se esticou todo enquanto eu a abria. Servi uma colherada no primeiro prato e o Calvin atacou, como sempre. Servi a segunda para ele e... Snif, snif, e tchau. Agora eu acabei de dar uma lata da boa para eles. E? Chomp, chomp, chomp. Oliver não aceita genéricos. Incrível.
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Eu te disse que a minha resolução de ano novo era me livrar de todas as minhas superstições e misticismos, não disse? Pois pode começar a rir, dona Juliana, porque eu estou debaixo de um toró de sinais, vindos de todos os lados. Que boca. ;D
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Um país de alfabeto diferente nos contratou ontem para contestar uma ação cujo prazo vence na sexta. O funcionário da Embaixada falava em staccato e altíssima rotação, mas a rapidez parou ali: não me levou um documentozinho sequer e ainda pôs mil dificuldades para apresentar os que eu pedi. "O prrrazo é sexta? Entón eu trago o documento na quinta". "Meu senhor, se o senhor trouxer na quinta, eu não posso me responsabilizar pela defesa". "Mas Justiça prrrecisa entenderrr que somos um Estado Nacional, entón non pode obrrrigar a terrr prrrazo!". Todo indignado. E os caras ainda se comunicam por telegrama. Meus sais de banho da Lush. Largada à minha própria sorte, fui tratar de fazer o que podia, sem conseguir entender uma maluquice da legislação local e sem saber se o moço conseguirrria encontrrrar o jurrrisprrrudência que eu havia pedido. Sabem como, né? Google. Só não contem para ninguém.
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Quilos de papel para ler no primeiro fim de semana no ano. Cool.
Wednesday, January 03, 2007
Feliz Ano Novo

Para vocês e para o Oliver, que faz cinco anos hoje.
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