Friday, June 30, 2006
E qualquer desatenção, faça não.
Gota d'água
Eu desconheço, não está em mim a capacidade de fazer algo contra alguém dolosamente. Muitas vezes eu quis ser má, de propósito, com quem muito merecia, mas nem assim. Eu provavelmente sofri infidelidades amorosas de 90% das pessoas com quem estive (tal como a torcida do Flamengo, aliás), mas traída, traída de verdade, só fui por duas vezes, e por pessoas de quem eu me julgava muito amiga, amiga íntima. Por mais que eu não queira acreditar, talvez seja a hora de contabilizar, na seção riscos da vida, a existência de gente que tem, de fato, uma incapacidade física de respeitar os outros. De levar em conta os sentimentos, os valores e até as idiossincrasias dos outros. Mesmo que essas idiossincrasias sejam estúpidas e desarrazoadas, elas pertencem ao outro, quem tem todo o direito, a meu ver, de ter respeitadas até suas neuroses. Enfim, in the wake dessa segunda vez, eu custo a acreditar que a pessoa possa ter agido, ainda que de forma não inteiramente consciente, com o propósito deliberado de me criar problemas. É particularmente cruel que a única possibilidade de defesa que eu tenho vá, no final das contas, piorar o mal-entendido. Em resumo, eu tanto não posso provar para o atingido que eu não fiz o que ele pensa que fiz, quanto não posso cobrar da tal pessoa quase-sociopata por que caralho ela foi fazer o que fez. Curioso como a vida anda. Há meses eu venho me convencendo a tomar uma determinada decisão por motivos, digamos, "técnicos", e agora o que vai precipitar tudo é estritamente pessoal. Pessoal e absolutamente sem perdão. * Eu prometo parar, mas enquanto não consigo, vocês podem muito bem rebatizar este blog de "Muro das Lamentações".
*
Passei o dia pensando, pensando, e quase cometo aqui uma paupérrima metáfora sobre pampering e cards badly dealt. Não vou postar. Mas que é, é.
Thursday, June 29, 2006
Chuva junina
Chove no DF neste exato momento. Em junho. Só pode ter sido a quantidade de vapor que saiu da minha cabeça, subiu aos céus e condensou. Mas, enfim, o dia felizmente acabou, a raiva já passou e hoje tem Grey's Anatomy para eu me alienar bonitinha na cama, comendo cabelinho de anjo. Não quero quase mais nada.
Terceiro round
E não páram de me irritar, putaquepariucaragliosifudêcomforça.
Contra todos
Eu juro que eu tinha acordado de bom humor, juro. Não sei se em outras cidades existe esse costume, mas aqui em Bras-ilha as vendedoras de lojas de roupas femininas vivem ligando para o celular das clientes para avisar de promoções, chegada de coleção, etc. Como se fosse um acontecimento para a humanidade. Se você dispensa rápido, dizendo "obrigada, fulaninha, vou tentar passar aí, mas agora não posso falar", pensa que elas sossegam? Não, três dias depois, já tem outra te ligando de novo. Para piorar, elas ligam de celulares, não dos telefones fixos das lojas. Isto é, você não reconhece o prefixo de shopping na Bina e atende a porra do telefonema, acreditando que pode ser coisa de trabalho. Se isso já me irritava muito, agora uma loja específica resolveu me mandar SMS! Sério, eu trabalhando, eu em audiência, eu dormindo e a porra do telefone apita com propaganda. É mais invasão de privacidade do que eu posso tolerar. É mais burrice marqueteira do que eu posso imaginar. Pois hoje eu liguei para a vendedora, movida pelo novo humor do dia. Tenho certeza que essa não me apita mais.
AAAAAAAAAAAH!!!
Se gritar até as cordas vocais explodirem na cara da pessoa em milhares de pedaços gosmentos de tecido, saliva e sangue vai, no máximo, causar a sua demissão... É para isto também que serve um blog. Putaquepariucaragliosifudê.
Tuesday, June 27, 2006
Me thinks me has virus. Me very pissed off.
Monday, June 26, 2006
Birthday Boy

Dimitri, o gato mais aparecido e bochechudo da internet, faz hoje quatro anos!
Sunday, June 25, 2006
I can't wait for you to operate
Há uns dois meses, Las Fridas fizeram uma eleição dos melhores carecas negras, que acabou expandindo as fronteiras da calvície e provocou um ouriço geral de moçoilas nos comentários. Vendo a minha nova série-favorita-por-favor-não-me-liguem-quinta-à-noite, Grey's Anatomy, encontrei a minha contribuição perfeita para aquela galeria. He's Preston Burke. O ator eu não sei, mas o personagem é um cirurgião brilhante, bem sucedido e fodão, ao mesmo tempo que é um homem carinhoso, dedicado, romântico sem nhém-nhém-nhém, que cozinha maravilhosamente bem, serve café na cama e ainda mora num apartamento (e num corpão) tudo. As fotos que encontrei não lhe fazem justiça, bom mesmo é vê-lo em movimento. Tão, como direi, juicy, que faz até blogueira cometer títulos pavorosos de post como esse aí de cima.
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A propósito da série, um artigo recente da Salon decretou que Grey's Anatomy é a mais eficiente pornografia já feita para mulheres. É que, como é de amplo conhecimento, a gente prefere com enredo. Não, eu não disse novelinha, eu disse enredo. Shut up. O elenco é composto de médicos lindos, sexies e fodões (eu, especificamente, não tenho fetiche por médicos, mas vocês entendem o espírito), todos eles com algum tipo de tortura romântica interior (eu, específica e infelizmente, tenho um fetiche por almas atormentadas). O melhor exemplo é o personagem interpretado por Patrick Dempsey, vulgo Doctor Shepherd, vulgo McDreamy, vulgo "cachorro sem dono", na perfeita definição da Grande Mestra. As mulheres também não ficam atrás, são todas lindas e gostosas. Mesmo quem não se encaixa exatamente no padrão linda-e-gostosa, como a ótima, ótima, ótima Sandra Oh, é tão irritantemente interessante que... Enfim, estou falando de um programa que te dá vontade de comer o elenco inteiro. Vejam e tentem me desmentir.
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Mas já que eu linkei o Mulheres com Legendas, só posso terminar no mesmo tom, repetindo o conselho que a colunista da Salon dispensa: "Again, hot-yet-needy doctors don't exist, girls. I urge you to refocus your powers of imagination on a pleasant-looking accountant instead".
Saturday, June 24, 2006
Cabeza
Cabelo cai vertiginosamente. Meda.
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O que vai dentro também não ajuda muito. Não-pensar faz parte do superar. Você bem que tenta. Quando cai em tentação, pensa sem sofrimento, quase que reeducando a si mesma. Mas aí as datas se aproximam e você sonha. Sonha muito real. Sonha detalhes, sonha sensações. Aí não há nada que dê jeito. Vai se foder, inconsciente.
Friday, June 23, 2006
Whoa
"Certas coisas não se sentem só no coração."
Mmmrrrow!

Feliz aniversário, tchia Meg! Todos os beijos, querida!
Thursday, June 22, 2006
Vida de gato é difícil
 1x0
 2x0
 3x0
Salve a seleção
Do contrário, quando é que eu estaria em casa vestindo minha calça vermelha de joaninhas, bebendo uma tacinha de vinho e esperando o futuro cappellini carbonara acabar de cozinhar no meu fogão em plena quinta-feira, hã, hã? Copa deveria ser bienal, meus filhos.
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Update: Homem é um bicho estranho. Homem decora escalações, placares e efemérides futebolísticas como se fossem objetos de seriíssimo estudo. Pois bem, la puerra del Galvón Bueno não pára de dizer que o Brasil tem uma história ruim com esse estádio de Dortmund, atenção, amigos da Rede Grobo, uma história ruim por ter perdido um jogo, uma vez, trinta e quatro anos atrás. "Precisamos revirar essa tradição", "precisamos acabar com esse trauma". Taquiúspa, meu filho, se isso não é zica, eu não sei mais o que é.
[Arrã, o vinho vai bem, obrigada.]
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Update 2: Tudo muito bom, tudo muito bem, mas o supracitado locutor ou está no payroll da Náike, ou dá pro Rrrrronaldo. Menas, Galvéia.
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Vocês acreditam que até a minha terapeuta pediu dispensa hoje?
Wednesday, June 21, 2006
mondopanno!
[Fofices insuportáveis e irresistíveis que me fazem gritar. Pronto, gritei.]
Mothern no GNT!
[Finalmente posso contar! ;D]
Stumped
Eu mal aterrisso no escritório e o UOL vai e me brinda com a seguinte manchete: "Palhaços 'aumentam sucesso de fertilização in vitro'". De vez em quando acontece isso comigo: vejo uma coisa que é totalmente blog-material e não consigo formular um comentário sequer. Aqui, o máximo de reação que consegui decifrar em mim foi uma mistura de ofensa, como mulher, e inveja de quem tem tanto dinheiro a ponto de poder subsidiar "pesquisas" assim. Ou... Sei lá.
Tuesday, June 20, 2006
Para que serve uma irmã caçula

Para ir resolver um assunto no mesmo prédio onde a irmã mais velha trabalha, procurar seu carro na garagem e deixar o bilhetinho acima preso no limpador de pára-brisa.
Duas da Fal
Eu, com zero tempo para ler jornais, recebo a informação dela, primeiro por e-mail, depois pelo blog, de que a nova estratégia defensiva da Criscristóferson, como é conhecida no Solar do Vitiello de Azevedo a parricida mais famosa do Brasil, inclui a influência de um espírito maligno chamado Negão e de um ex-sogro chamado Astrogildo. Negão e Astrogildo, senhores? Será que eles esperam que os jurados contenham o riso? Na buena, preciso repetir: com uma defesa assim, o Ministério Público pode até tirar férias na data do julgamento.
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"Densa Duarte" e "Nega Conceito". Há luz no fim do túnel, há felicidade no horizonte. Vem aí mais uma novela do Manoel Carlos para a Fal resenhar.
Dois do mesmo
Vamos reduzir a questão à última partícula da superficialidade de raciocínio: a cultura dita anglo-saxã é vista por nós, de cultura dita latina, como fria nas questões afetivas e pessoais. Latinos não são os maiores especialistas em desapego. Latinos não largam o osso, por mais roto que ele esteja. Os poucos que conseguem largar jamais se livram da culpa de tê-lo feito. Ou seja, de qualquer ângulo que se queira olhar, it's a no win. Nos momentos em que a realidade apresenta-se dura ou trágica demais para o próximo, nós, latinos, achamos preferível juntarmo-nos aos habitantes do fundo do poço a correr o risco de sermos vistos (inclusive pelo espelho) como desertores, insensíveis, egoístas e afins. "O que não tem remédio, remediado está", já dizia a proverbial avozinha. Nem sempre, nem sempre. Ando pensando se remédio mesmo não seria buscar no mundo anglo-saxão alguns conceitos que, longe de egoísmo, servem à auto-preservação: Estrangement. Disaffection. De preferência modificados pelo adjetivo guiltless. Mas aí talvez seja pedir demais de nossos corações hemorrágicos, que se martirizam só de pensar teoricamente no assunto.
*
Quando eu era criança, morria de medo de leprechauns. Tudo por causa de uns desenhos do Porky Pig em que eles sempre tinham caras de mau e espíritos piores ainda. Especialmente um episódio, sobre um par de sapatos verdes diabólicos que não saía dos pés, não parava de dançar e perseguia o pobre porquinho onde quer que ele fosse até o desespero, me rendeu muitos pesadelos. It's kinda like that.
Wednesday, June 14, 2006
The Distresses of Mulherzice
[Queridos homens, voltem no próximo post. Amigas mulheres, condoam-se.]
Minha depiladora de muitos anos está de licença-maternidade. Como os meus pêlos indesejáveis não entraram de licença junto com ela, tive de enfrentar um terrível problema feminino do qual já nem me lembrava mais: a depiladora nova. Um ritual tão doloroso e íntimo é mais tolerável quando praticado na constância de uma relação calma e duradoura. É quase como um casamento longevo: os territórios já foram mapeados e as surpresas são poucas, senão nenhuma. Já um first date com uma empunhadora de espátula coberta de cera fervente pode gerar mais dissabores do que a incauta freguesa gostaria de enfrentar. A depiladora antiga sabe que a sua pele não agüenta cera muito quente; a nova parece determinada a te transformar em pururuca. A depiladora antiga conhece sua tolerância à dor, mas não dispensa, ainda assim, o amor, o carinho e os intervalos regulamentares de uma área para outra; a nova fica puxando no mesmíssimo lugar tantas vezes quantas forem necessárias para extirpar o último projeto de pêlo. A depiladora antiga conhece e respeita todas as faixas de fronteira; a nova, como direi, a nova invade a Polônia sem um pingo de cerimônia e ainda muda toda a sua, como direi, topiaria, sem consentimento prévio. A depiladora antiga está familiarizada com a insuportável gastura que você tem de pinças; a nova, moth-er-fuck-er, a nova não tem nenhuma misericórdia e ainda maneja o negócio em altíssima velocidade. A depiladora antiga cultiva a simetria; a depiladora nova... Bem, ela só quer terminar o serviço logo, se é que vocês me entendem. Enfim, caríssimas, eu poderia citar inúmeras outras agonias que sofri esta manhã, mas acho que agora preciso mesmo de um suquinho de maracujá. E perdão: é que eu precisava desabafar.
Tuesday, June 13, 2006
Obrigada, obrigada, obrigada
Graças ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo e à Virgem, em todas as suas especialidades, nacionalidades e naturalidades; graças a Adonai, Elohim, Hashem, YHWH e todos os nomes; graças a Buda, Brahma, Shiva, Vishnu e a todo o panteão hindu; graças a Allah, Maomé e os profetas; graças à Deusa e a todos os seres elementais; graças a Oxalá, Ogum, Oxum, Yemanjá, Iansã e demais ocupantes do terreiro; graças aos repetidos 4:44 e 11:11 do relógio do meu carro, graças ao Comendador Januário, graças que hoje é dia 13 e o Brasil jogou, ganhou e tem aquela história toda do Zagallo... Graças a tudo isso eu já não calço mais aqueles sapatos metafóricos.
*
Vocês nem precisam saber o que é. Basta saberem que, sem regime ou caranguejo de Porto de Galinhas, eu acabo de perder 200kg.
*
Os tios do Credikarma devem ter me concedido um parcelamento. Que o cosmos vos pague, tios.
*
Phew!
*
Acho que vou abrir outra garrafa de vinho. Des-cal-ça.
Monday, June 12, 2006
Ossos do Ofício
 (originally uploaded by minipixel)
But seriously, can I please change shoes? Please?
Maus hábitos noturnos
M. Gabriela entrevistando o marido. Como se já não fosse ruim o suficiente, ela pergunta, lembrando que ele jurara com a mão sobre a Bíblia dizer somente a verdade, o que ele quer ganhar de presente de dia dos namorados. E eu vendo.
*
Mas é bonito, cruz credo.
Friday, June 09, 2006
A chata de chuteiras
Olha, eu nunca mais faço pouco caso de Copa do mundo. Os homens vão todos em rebanho torcer para Burkina Faso contra Tuvalu e a gente pode esticar o almoço, tomar vinho e, glória, glória, aleluia, ir embora mais cedo. Go, Papua, Go!
Thursday, June 08, 2006
Hyperventilators of the world unite
A coisa funciona da seguinte maneira: para uma ansiosa patológica, ain't no mountain high, ain't no valley low. Situações de alto estresse te arremessam da exosfera para o núcleo líquido da Terra e vice-versa infinitamente mais rápido que o tempo que leva para dizer "endorfina, ativar!".
[Endo quem? Deixa pra lá.]
A questão que se apresenta é: se o corpo inteiro já é naturalmente uma montanha-russa, o que fazer se o ambiente exterior também o é? Em outras palavras, se é preciso reeducar a personalidade em relação aos estímulos exteriores, não seria o caso também de fazer o mundo exterior dar uma mãozinha e cut some slack para a personalidade? Disturbed minds want to know.
Thanks for sharing, in a good way
Padre Vieira, pelas mãos da Meg:
"... havendo de tratar da dor do bem perdido, o primeiro perdido sou eu, porque, quando quero combinar a dor com a perda, a perda com o bem, e o bem com a dor, me acho cercado por todas as partes, e preso sem saída, dentro de um círculo por uma parte inevitável, e por outra incrível. Todos crêem que a dor é a medida da perda, e a perda a medida do bem; sendo, porém, certo, como é, que o bem possuído se estima menos, e o mesmo bem perdido se estima mais, daqui se segue que a perda cresce e faz maior o bem, e que o bem perdido, feito maior, faz também maior a dor. De maneira que, caminhando do bem para a perda, e da perda para a dor, o bem, a perda e a dor são menores; porém, tornando da perda para o bem, e do bem perdido para a dor, a dor, a perda e o bem são maiores; e tudo isto, sendo o bem o mesmo, e não diverso".
Wednesday, June 07, 2006
Hic it is

Beware.
Caraglio di ala
Sabem aqueles dias fodidos de tensos, com problemas minando de todos os lados, e que quando acabam só te fazem pensar num senhor prato de macarrão e numa garrafa de vinho? Slurp. Hic.
Tuesday, June 06, 2006
Post sem forças
Há mais algum masoquista por aí? Eu fui fuçar os comentários de um blog de jornalista para saber quantos segundos demoraram certas reações (mais do que esperadas) ao inacreditável ataque dos sem-terra à Câmara. Como quem os lê bem sabe, nada em toda a internet pode ter nível mais baixo que os comentadores de blogs de política. Enfim, sou masoquista e li metade dos setenta comentários. Não deu outra. Excluindo os trolls e bottom-feeders de sempre, encontrei: - Os que acharam pouco o ataque dos "bandidos de fora" aos "bandidos de dentro"; - Os que acusavam o jornalista de destacar a notícia para "acobertar" a pesquisa que revelou vantagem de Lula sobre Alckmin em São Paulo; - Os que acusavam o jornalista de "se aproveitar" do fato de que o líder dos vândalos pertence à executiva do PT para espicaçar o partido. Em resumo, um dos Poderes da República é sitiado por delinqüentes e há quem lamente não ter sido pior; um dos Poderes da República é invadido por delinqüentes e há quem ache que notícia sobre intenção de voto é mais importante; um dos Poderes da República é depredado por delinqüentes liderados por um dirigente de partido (e a mim não importa qual seja) e há quem veja tergiversação política na observação do fato. E nós somos e moramos nessa coisa desesperadora. Rumo ao hexa, lógico.
Multipurpose Cryptopost
Bad Karma - I Believe.
Monday, June 05, 2006
Dois neurônio
A sumidade levou o carro para a concessionária de manhã bem cedo. Despachou com a moça da recepção, tomou cafezinho, botou todos os seus pertences numa sacola e ficou de buscá-lo na sexta-feira. O cérebro privilegiado então foi trabalhar. Durante a tarde, cuidou de aluguel de carro, assinou papéis, pegou documentos, voucher, etc. e foi para casa. Quando entrou na garagem do prédio, a gênia da raça percebeu... O quê? O quê? Que ela havia deixado todas as suas chaves penduradinhas na ignição. Lá mesmo, na concessionária fechada. Resultado: oito e meia da noite, a águia zunia pelas ruas de Bras-ilha na porcaria do carro alugado (tão baixo que ela se sentia uma Wilma Flintstone) até onde o judas perdeu as botas (e seus pais moram) só para poder pegar uma cópia de chave e entrar em casa. Palmas para ela, que ela merece.
Duas Ismálias no mesmo mês é de arrepiar a nuca de qualquer uma.
Know Reload your future
Minha irmã me mandou hoje este oráculo. Sigam o link por sua conta e risco, porque, ao menos para mim, este acertou. E vocês conhecem aquela estatística da FGV que relaciona o conhecimento da verdade ao aumento da venda de analgésicos, né? Pois.
Sunday, June 04, 2006
Scarlet Graph

Ferramenta muito legal, que eu encontrei lá na Zel. Para quem quiser entender o que são grafos, coisa que eu não consegui muito bem, ela recomenda este link. Para quem quiser me fazer companhia no reino encantado da ignorância, contentemo-nos com a simples apreciação estética da coisa.
[É bem típico que a matemática tenha virado simplesmente "florzinhas" para mim. Tsc.]
Friday, June 02, 2006
Now that's serendipity
Há alguns dias, minha Estagiária Top Model comentou que seu namorado tinha encontrado um livro muito antigo com uma anotação que trazia o meu sobrenome. - "Flora L., você sabe quem é?" Eu não sabia e até esqueci de perguntar para a minha mãe. Ontem eu lembrei de novo da história e pedi que ela trouxesse o livro hoje. Está aqui na minha mão. É um exemplar do Código Criminal do Império, publicado em 1885. Sob o nome da tal Flora, uma caligrafia lindíssima registra "comprado no Rio de Janeiro em 1886". Assinado? Meu trisavô.
Thursday, June 01, 2006
Para RH, disque 7
O que vocês me dizem de um Diretor de Muita Coisa e membro do Conselho Consultivo de uma grande empresa rascunhar um bilhetinho para a sua advogada com o nome da dita empresa escrito errado, hein?
Dreamlog©
Noite agitada aqui. Primeiro estávamos eu e as minhas irmãs no meu antigo quarto, na casa dos meus pais. Ele estava uma zona, como sempre esteve, e nós experimentávamos perfumes muito velhos, daqueles que chegam a ficar oleosos. Nas coisas de Dona Caçulinha, um perfume meu, "emprestado", para variar. Madalena de Fleurville fez questão de guardar um vidro que a lembrava de um certo moço (moço este que ela arregalaria os olhões se soubesse quem era). Corta para o meu carro atual, com ela dirigindo, toda contente. Eu me vestindo ali mesmo, atrasada para o trabalho. Saio de blusa, sapatos e calcinha. Hum. Corta para a versão cinematográfica da história da "grande fuga do Marcola da prisão". Luzes, movimentos de câmera, efeitos, grande elenco, tudo no meu sonho. O personagem principal era interpretado pelo Bucky Covington, de American Idol (please, please, please don't ask). O plano só foi possível graças a uma mulher muito maquiada, toda vestida de rosa e com o rosto muito cintilante, quase holográfico. Depois da cena em que ele fugia num jipe vermelho com a filha da cintilante, aparecia o esconderijo, numa praia. Nesta hora já havia mais fugitivos - e eu era um deles. Estávamos imundos, em trapos, parecendo os Outros de Lost (tinha até aquele velho). Aí a polícia nos descobre, começa a nos perseguir e eu grito que a única saída é corrermos para o mar. Para o mar vamos. De repente, os Outros somem, aparece uma garota que estudou comigo no segundo grau... e uma baleia orca. Eu fico com medo de ser engolida sem ao menos ser mastigada (e imagino que morte horrorosa deve ser a morte por lenta dissolução em ácidos estomacais de baleia), mas nós começamos a nadar ao lado dela, que dava lindos saltos ornamentais (momento Discovery Channel). Dali (sim, tem mais), fui parar numa confeitaria que tinha bolos espetaculares em displays giratórios (não te falei?). Um velho meio Zé Bonitinho ficava passando o dedo em todos os glacês e uma mulher esquisita dava aulas de decoração com açúcar (climão David Lynch). Foi quanto quando (disléxica...) os gatos me pisotearam, o trance começou a tocar e eu acordei.
* Eu disse que tinha batido.
WMD
Estimado vizinho que me acordou às sete horas tocando trance nas alturas, Eu imagino que você não esteja ansioso para receber uma caixa cheia de areia de gato vencida há três dias, não é? Thought so.
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