Alena Cairo
A Little Pregnant
The Amateur Gourmet
Ao mirante, Nelson!
As andorinhas é que mudam
Babble
Barbarismos
Bia Badaud
Biscoito Doce
The Black Lodge
Blog da Bia
Bloggete
Blowg
Chez Pim
Chow
Clandestina
Cora Rónai
A Cor da Rosa
Cyn City
Cynthia Semíramis
Uma dama não comenta
Dito Assim Parece À Toa
Don't Stop Me Now
Doutor Plausível
Drops da Fal
Duas Fridas
Fazendo Gênero
Feito à Mão
Felinidade
Figaro
Filthy McNasty
Flabbergasted
The Food Section
Hipopótamo Zeno
I Am Evil
Ittybit
Kaleidoscópio
O Lado B
Lúcio Lasca o Léxico
Mme. Mean
Mais Canela
Mary W.
Mas tudo bem
Mina de Letras
Mothern
A Moveable Feast
Na mesa de um bar
Não discuto
Nerve
nervocalm gotas
nibelunga do cabelo duro
Non Importa Dove
Nóvoa em Folha
Ommmmmm
Pensar Enlouquece
Perolada
Pirão sem Dono
Qualquercoisa
Quarto da Telinha
Salon
Scent of Green Bananas
Screwed Down Hairdo
She Who Eats
SOS Gatinhos
Stuck in Sac
Terapia Zero
Torpor
To Short Term Memories
Uh, Baby!
Uia!
Viking Zen
Zel
Zippo's Ride


July 2005
August 2005
September 2005
October 2005
November 2005
December 2005
January 2006
February 2006
March 2006
April 2006
May 2006
June 2006
July 2006
August 2006
September 2006
October 2006
November 2006
December 2006
January 2007
February 2007
March 2007
April 2007
May 2007
June 2007
July 2007
August 2007
September 2007
October 2007
November 2007
December 2007
January 2008
February 2008
March 2008
April 2008
May 2008
June 2008
July 2008
August 2008
September 2008
October 2008
November 2008
December 2008
January 2009
February 2009
March 2009
April 2009
May 2009
June 2009
July 2009
August 2009
September 2009
October 2009

Current Posts



 




Saturday, April 29, 2006

 
V for vendetta

A Helê postou ontem sobre algo que tem andado muito na minha cabeça no último mês, a "Geni da vez", Suzane Richtofen. De quebra, cita o caso do bebê que morreu depois de o pai tê-lo esquecido no carro.
Como eu já disse, a semana passada sem TV a cabo em Porto de Galinhas levou a minha virgindade de espectadora desses programas vespertinos, inicialmente pensados para donas de casa, mas que são uma mistura de merchandising tosco, fofoca, melodrama e curso intensivo de habitante de Salem do século XVII.
Talvez por vício profissional, não consigo acompanhar o caso de Suzane sem pensar em seu próprio drama pessoal. Li em algum lugar que não lembro mais uma psicanalista afirmar que seu crime era terrível porque ela era a assassina de dois cadáveres que jamais morrerão. É como penso: independente da pena que venha a sofrer, a vida dessa garota está perdida para sempre. Ele está tão morta quanto os pais que ajudou a matar.

["Sim, mas e a vida dos pais?". Nada trará de volta a vida dos pais, nem os piores suplícios que se pudessem inflingir à filha. Então, como diria o Marquês de Pombal, é preciso sepultar os mortos e cuidar dos vivos.]

Por ser capaz de olhar todas as variáveis da história é que não consigo entender o que as pessoas acham que têm a ver com a tragédia de uma família que não é a delas. Pessoas que se sentem pessoalmente injuriadas com as revelações da tocaia que a Globo armou sobre ela e seus advogados. Pessoas que se comprazem com sua imagem acorrentada na parede e ainda dizem que "é pouco". Pessoas que, dada a oportunidade, se transformariam em linchadores sem pensar duas vezes.
A histeria é tanta que a própria OAB de São Paulo abriu processo disciplinar contra os defensores por conta da "orientação antiética" dispensada à cliente. Se não abrisse, "não ficaria bem aos olhos do público", vocês sabem. Francamente, que fechem a Ordem inteira de uma vez. A única diferença entre estes e os demais advogados do Oiapoque ao Chuí é que eles foram pegos. Só mesmo o público da Soniabrão para achar que não.
E não é questão de ser certo ou errado. O Tribunal do Júri é um teatro. O espetáculo de defesa e acusação - que ninguém se engane, a pantomima é representada com igual empenho (e recursos cênicos pouco ortodoxos) por ambos os lados - começa muito antes da sessão. Quem quer que estivesse encarregado da defesa de Suzane teria de se esforçar para que ela tivesse um julgamento o mais justo possível e uma pena o menos astronômica possível. Condenada ela está desde o primeiro dia, alguém tem alguma dúvida? O que acontece é que agora, mais do que nunca, a única hipótese de seu julgamento ser minimamente isento é ele ser desaforado para Júpiter.
Todo esse meu blá-blá-blá desconexo foi resumido com muito mais eficiência pela Helê: "matou, confessou, que cumpra a sua pena, ponto final". Nem eu, nem vocês, nem a Dona Maria e o Seu Alaor temos nada a ver com isso.

*

Só para encerrar do mesmo jeito que ela, nesses mesmos programas mal se disfarçava a vontade de também linchar o pai do bebê esquecido, caso que, na minha opinião, dispensa explicações para qualquer indivíduo portador de pelo menos uma câmara cardíaca. Compaixão está mesmo fora de moda.
"E pode ser bastante perigoso colocar todo o mal no outro, como se ele não pudesse rondar nossa casa, nossa mente, nosso coração". Olhar-se no espelho, também.


posted by Cam Seslaf às 1:22 PM |



Thursday, April 27, 2006

 
It's chemistry, stupid

Ontem à noite eu estava lendo a TPM, que esse mês pergunta se não estamos evitando demais a dor, por nos entupirmos tanto de tarjas pretas.
Sempre me incomoda um pouco essa noção de que "é preciso viver a dor", como se o recurso à medicação fosse atestado de fraqueza pessoal. É que transtorno afetivo, como vocês sabem, não é doença, é frescura, indolência, descontrole, vontade de chamar a atenção, etc., etc. ad infinitum.
Para falar daquilo que conheço bem, apesar de a depressão ter praticamente virado uma doença pop nos últimos anos (até por modismo diagnóstico, concedo), eu não canso de me surpreender com a ignorância geral do respeitável público sobre ela.
Posso apostar que qualquer deprimido, recorrente ou episódico, já ouviu incontáveis vezes que vai ficar viciado no remédio, que deveria buscar uma fé, ligar para aquele acupunturista-floralista-massagista holístico báááárbaro, ou o já clássico "pelamordedeus, pára de tomar essas DROGAS e vá fazer yoga!". Outro dia mesmo uma conhecida me emprestou um livro de um médico francês que diz curar a depressão sem medicamentos ou terapia e sim com corrida e um tal de "movimento rítmico dos olhos". Ainda não li, mas o ritmo dos meus rolling eyes me diz que o bom doutor não sabe na pele o que é uma crise.
Sei muito bem que psicotrópicos são consumidos às toneladas por aí, muitas vezes sem necessidade. Uma das entrevistadas da revista, por exemplo, disse que já no primeiro comprimido de Prozac sentiu uma felicidade arrasadora, provando assim que não precisava de remédio porra nenhuma (tirando eventuais efeitos colaterais, que são imediatos, antidepressivo nenhum faz sequer cosquinha antes de vinte, trinta dias). Mas não custava nada essas mesmas matérias lembrarem que depressão é uma doença como outra qualquer, tratável (também) com remédios como todas são.
Meu mantra para as pessoas que me mandam treinar para a maratona de Nossa Senhora de Fátima com agulhas espetadas na orelha e óleo essencial de escarola nas têmporas é: "Você recomendaria a um diabético que suspendesse suas injeções de insulina em troca de meditação tântrica com a Sarasvati Cristina lá da Asa Norte? Não, né? É a mesma coisa com os meus neurotransmissores.".
Viver e digerir a dor é importante mesmo, é para isso que serve a terapia. Outra coisa bem diferente é experimentar diariamente a apatia, a imobilidade e a desesperança, para citar poucas maravilhas, que a depressão traz.
"Reagir" é preciso, claro, mas ninguém diz "reaja, pâncreas!" para o diabético lá de cima e espera que ele vá passar a tarde se refestelando numa confeitaria só por isso.
Um colunista da revista, querendo pagar de cool, reclamou da sorte de só namorar meninas medicadas e defendeu que as mais loucas são as mais sãs. Os níveis de generosidade mundial aumentariam um bocado se ele e o resto do respeitável público não atingido se educassem um pouquinho. Não custa nada, mesmo com palavrões meio desanimadores como "inibidores seletivos de recaptação de serotonina". Bem, quase nada.


posted by Cam Seslaf às 4:50 PM |



Wednesday, April 26, 2006

 
Verdades banais de difícil assimilação

O mundo não pára até as nossas dores irem embora.

*

Se não tem solução, não tem solução. Nenhuma mão se estenderá magicamente para te ajudar, nem de onde você mais espera (update monixiano: a não ser que seja pra nos dar um tabefe.).

*

Pingo é i.

*

Cherchez la femme.


posted by Cam Seslaf às 11:04 AM |




 
Just wondering

Se a pessoa entra aqui pelo Google buscando "frases românticas para marido" (e em caixa alta), o caso está mais que perdido, é ou não é?
Sorry to break the news, amêga.


posted by Cam Seslaf às 11:03 AM |



Tuesday, April 25, 2006

 
Toma, Blogger

Em vingança ao tilt bloggeriano, entupo seus espaços com o mega questionário da Monix (que eu respondi no Word há dois dias, de pura abstinência):

Nome?
Camila.
Data de nascimento?
04/02/1974.
Local de nascimento?
Santos, São Paulo.
Residência?
Brasília.
Olhos?
Dependendo do humor (deles), verdes ou, como define a gerente de uma loja que eu freqüento, "cor de guaraná".
Cabelos?
Castanhos de nascimento, ruivos de destino... Ha, a quem eu estou enganando, o destino pertence aos brancos.
Altura?
1,73.
Destro ou canhoto?
Destra.
Ascendência?
Italiana por parte de pai, portuguesa por parte de mãe.
Signo e ascendente?
Aquário e cúspide de Virgem e Libra (o que explica muitas coisas e embola outras tantas).
Sapatos que usou hoje?
No momento em que respondia, havaianas brancas.
Fraqueza?
Escritores.
Medos?
Uma penca.
Objetivo que gostaria de alcançar?
Paz de espírito.
Frase que mais usa no MSN Messenger?
Estou sóbria há quase dois anos, mas provavelmente era "hahahaha" e... hum.
Melhor parte do corpo?
Os olhos e a boca.
Pepsi ou Coca?
Coca, com muito gelo.
McDonald's ou Bob's?
Fifties.
Café ou cappuccino?
Cappuccino para o café da manhã, café para o resto do dia.
Fuma?
Não.
Palavrão?
"Caralho" e "fuck".
Perfume?
Cada vez menos, cada vez mais suaves.
Canta?
Se estou sozinha, o tempo todo.
Toma banho todo dia?
Dois.
Gostava da escola?
Eu amava a escola onde fiz o primeiro grau.
Quer se casar?
Não preciso.
Acredita em si mesmo?
Hahahahaha!
Tem fixação com saúde?
Meu nome do meio é Cybercondríaca.
Se dá bem com seus pais?
Sim.
Gosta de tempestades?
Adoro chuva, de qualquer jeito.
No último mês...
Bebeu álcool: Sim.
Fumou: Não.
Usou drogas: Lícitas.
Fez saliência: Mucho.
Foi ao shopping: Não. Milagre!
Comeu um pacote inteiro de Oreos: Nunca nem provei. Odeio biscoito.
Comeu sushi: Não.
Subiu ao palco: Não.
Levou um fora: Não. Ops, sim. Well, kinda.
Fez biscoitos caseiros: Não.
Pintou o cabelo: Sim.
Roubou algo: Não.
Já tomou um porre?
Milhões.
Já apanhou?
Sim.
Já bateu?
Menos do que mereciam.
Número de filhos?
Questão prejudicada.
Como você quer morrer?
Sem perceber.
Piercings?
Não.
Tatuagens?
Não.
Quantas vezes seu nome apareceu em jornal?
Bem poucas.
Cicatrizes no corpo?
Muito leves, herança de batalhas felinas, e uma no queixo, herança de tratamento dermatológico malfeito.
Do que você se arrepende de ter feito?
A lista não pára de crescer. Como diz a minha mentora Fal, só não se arrependem os psicopatas e os amnésicos.
Qual sua cor favorita?
Aqua.
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri.
Sei presentear e planejar surpresas muito bem. No mais, sou uma mulher sem talentos.
Qual sua disciplina favorita na escola?
História.
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior).
Aquelas ilhas de mar escandalosamente claro do Pacífico, fiordes, montanhas muito altas e muito nevadas... Em resumo, lugares de natureza muito impactante.
Você é uma pessoa matutina ou noturna?
Sou diurna.
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação?
Ah, please...
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?)
Normalmente, canhotos de cartão de embarque.
Em 10 anos, você se vê... (termine como quiser)
Quem dera visse.
Falta energia e você não tem um gerador. Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido?
Vou para a cama com os gatos e jogo Jawbreaker no celular até a luz voltar.
O que você jamais comeria?
Gato, cachorro, cavalo, répteis, roedores, lesmas, insetos e quaisquer dos órgãos internos dos animais que a hipócrita aqui come.
Quanto tempo de TV você assiste por dia?
Uma hora de manhã e umas três à noite, se não dormir antes. Eu durmo com a TV ligada.
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo.
Irritando FY. Para ver que você está muito mais perto da saúde mental do que imagina e para lembrar como é bom ter amigos sinceros.
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo.
Perdi o bonde da modernidade quando o assunto é música.
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor?
Frio. Calor me deixa irritada, mal-humorada, incomodada e chata.
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama.
Deus me livre e guarde.
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte?
Eu, comer às vésperas de ser executada?! Por muito menos já me entupo de Plasil!
Qual sua lembrança mais antiga?
Minha mãe cantando para a gente dormir e a minha irmã, então bebê, chorando e pedindo para ela parar. A Bebel achava as canções de ninar tristes.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro?
Mantenho a minha estratégia de infância e troco os três desejos por um só: ser mágica.
Qual seu vegetal favorito?
Tomate e pepino, empatados.
O que você queria ser quando era criança?
Arqueóloga ou Cientista Maluca (sic).
Qual o seu time, e por quê?
Não gosto de futebol. Pelo Programa Namorada Solidária, torço para o São Paulo.
Qual sua canção favorita no momento?
Nunca sei escolher uma coisa só de nada.
Onde você morou?
Santos até os dois meses de idade, depois Brasília.
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito?
Brinquedo: Bonecas.
Livro: Condessa de Ségur, Monix! E a coleção de livros da Laura Ingalls, outra bem antiga de fábulas fantásticas, que eu lia sempre que visitava minha tia Julinha (e adoraria ler de novo), o nosso "livrão" de fábulas ilustrado, umas coleções Disney que eu tenho até hoje, tantos... Ah, e enciclopédia. Eu a-ma-va ler enciclopédia, dicionário e Atlas.
Programa de TV: Sítio do Picapau Amarelo, Plim-Plim e as Mãos Mágicas, Bambalalão, Globinho, desenhos animados e programas de culinária, que eu não perdia um.
Personagem de desenho animado: Pato Donald.
Mostre-nos uma foto de como você era adorável quando criança.

Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria?
Nada.
Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria?
Também nada.
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria?
Nem às paredes confesso.
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente?
Certamente não.
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar?
Pegaria meus gatos e iria para algum lugar de outonos vermelhos no nordeste dos Estados Unidos ser uma pacata vendedora de lojinha simpática. Aliás, quero fazer isso agora.
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos?
Mais: Ginástica olímpica e atletismo.
Menos: Lutas.
Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria?
Levantamento de controle remoto na cama durante olimpíadas.
O que você está ouvindo neste momento?
Rádio: "Love changes, changes everything/ Love makes you flyyyy, then breaks your wings/ Tchu-tchu-tchu-tchu-ru-tchu-tchu...". E miados.
Qual foi a última coisa que você comeu?
[Enquanto respondia] A gloriosa panqueca de carne moída da minha mãe.
Primeira coisa que você nota no sexo oposto?
Se nada em particular me chamar a atenção antes, a postura, a atitude.
Bebida favorita?
Suco de laranja bem gelado.
Bebida alcoólica favorita?
Vinho tinto e caipirinha de vodca.
Você usa lentes de contato?
Não, mas estou querendo.
Irmãs ou irmãos:
Duas.
Mês favorito:
Os de outono, pela luz, e dezembro, porque o nome é bonito.
Comida favorita:
Não sei escolher uma só, mas se fosse obrigada, viveria feliz só com frutas e queijos. Tá, e um triguinho ocasional.
Último filme a que assistiu no cinema:
Match Point, do Woody Allen.
Você consegue tocar seu nariz com sua língua?
Não.
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã?
"Mais dez minutos".
Como é o seu wallpaper?
Atualmente, este em casa e este no escritório.
Sugira algo para ler, algo para assistir:
Ando lendo muita coisa sobre medicina, então não é o melhor momento de me pedir recomendações.
O que lhe irrita acima de tudo... Aquele momento terrível que faz com que você perca totalmente sua compostura e queira chutar, gritar e bater em algo com um porrete?
Burocracia burra (e não, nem sempre isto é um pleonasmo) e qualquer coisa ou pessoa ligada à construção civil.
Admita, você não é perfeito... O que você faz e que deixa as pessoas irritadas?
Irritadas? Hmmm, talvez ser ligeiramente furona.
Nasceu em que dia da semana?
Segunda-feira.
Ator favorito?
Não tenho.
Instrumentos que toca?
Torturei pianos na infância.
Internação em hospital?
A única vez foi no fim do ano, depois de perder o bebê.
Religião?
Nenhuma para seguir, quase todas para implicar.
Qual seu aparelho eletrônico favorito? E qual aparelho você gostaria de ter?
Computador, claro. E gostaria de ter um teletransporter.


posted by Cam Seslaf às 2:31 PM |




 
Bad, bad, Blogger

Cinco dias sem conseguir logar, com tanto mau humor para destilar...
É astronauta querendo entrar para a política, é presidente querendo virar astronauta, é deputado gastando gasolina equivalente a astronauta, é o sistema de saúde brasileiro "perto de atingir da perfeição", é estilista querendo que "esqueçam o que costurei"...
Todos os Blogspots fora do ar, mas, pensando bem, quem teve vontade de ir para o espaço fui yo.

[E ainda fez o favor de seqüestrar o login do Bloggete, aaaaaaaah!]


posted by Cam Seslaf às 11:19 AM |



Thursday, April 20, 2006

 
De volta aos braços da TV Câmara

Eu queria não me importar, queria não me exasperar com as burras caras de "arrá!" dos inquiridores, não bufar diante de sua rudeza, seu desrespeito e sua completa ignorância sobre o funcionamento das instituições e do mundo. Eu queria não sentir esse cansaço invencível em relação ao Brasil e a nós, brasileiros. Eu queria nem ligar a TV ou acessar os blogs. Mas não consigo. Eu tenho um problema.


posted by Cam Seslaf às 7:07 PM |



Tuesday, April 18, 2006

 
Pantophobia

Patrícia Antoniete me convidou, na semana que passei offline, a declinar quais eram meus "pânicos viscerais". Respondo com atraso e de um jeito meio torto. É que me perguntar sobre medos neste momento encheria um blog inteiro, chamado "Harm-Avoiders of the World Unite", e, por conseqüência, todos os sacos que se dispusessem a lê-lo.
Assim, fico só com um, o maior medo, o que envolve todos os outros, que é o medo de olhar para trás e ver que desperdicei a minha vida. Medo que também é o de chegar lá na frente tão pelas tabelas que não saberei enxergar outra coisa além de desperdício para trás. O medo, o medo dos medos, de me olhar agora lá na frente, olhando para trás, e saber que não fiz nada para mudar isso.

[A provocação pede que eu convoque outros medrosos a declinarem aquilo que os faz tremer, mas eu prefiro deixar à livre escolha de quem quiser aumentar um pouco mais o nível de thanks-for-sharingness deste mundo.]


posted by Cam Seslaf às 3:20 PM |



Monday, April 17, 2006

 
Trivial Variado

Voltei, voltei, mas só vou comentar a viagem daqui a uns dias. É que o Código de Etiqueta da Mãe Mineira pune a simples menção a certos limiares da condição humana com pena de deserção e suplícios físicos. É que a mera visão do mapa do Estado de Pernambuco pode voltar a me pôr de joelhos em adoração à Grande Deusa de Louça Branca. É que, no primeiro dia de praia, na primeira refeição do primeiro dia de praia, fomos brindados com aquelas duas palavrinhas que ninguém quer ouvir no litoral: food poisoning. Seafood poisoning.

*

Só digo que tantos dias sem jornal e internet, numa pousada que faz o favor de só assinar a HBO, limitou minhas fontes de informação ao Jornal Nacional, ao Datena e à Soniabrão. Crash course de Brasilzão Profundo, eu digo.

*

Eu tenho um ou dois pitacos sérios para dar no caso da Richtofen, mas, por ora, fiquem com a frase do Manfriend diante da cobertura monotemática dateno-soniabranística do imbroglio:
- "Essa entrevista para o Fantástico deve ter sido encomendada pelo PT."

*

Mais ou menos a propósito: MV Bill é a pantufa de coelhinho da Daslu.

*

E por falar em excursão ao Brasilzão Profundo, eu voltava da cozinha da pousada com minha ração de cream crackers em mãos quando vi Picolé de Chuchu em pessoa legume fazendo campanha em torno da piscina.

*

Dona Lu vai pagar todos os seus pecados fashion nesses roteiros eleitorais suarentos, hohoho.

*

A denúncia dos 40 ainda não li, baixei para levar para casa agora. Mas eu já li algumas matérias a respeito. Por enquanto, direi apenas uh-oh e pensarei no número 307. Depois de ler, explico a charada.

*

Deve ter mais coisa, mas eu estou lesada mesmo.


posted by Cam Seslaf às 4:05 PM |



Friday, April 07, 2006

 

Vou pra Pernambuco, tchau

E só volto depois que o Coelho voltar para a toca.
Cuidem-se, crianças.



posted by Cam Seslaf às 5:10 PM |



Thursday, April 06, 2006

 
E por falar em comida...

Eu passei um bom tempinho dos meus últimos três dias lendo um post da sensacional Julie sobre Spam e comidas esquisitas da infância que jamais serão vistas nas bocas de seus filhos. Agora já são quase duzentos comentários, mas quem tiver tempo a perder, garanto que dará boas risadas (e muitos esgares de nojo, já que a maior parte dos comentadores parece ter crescido no Sulzão americano - e Jesus, o que pode ser o cardápio sulista!).
Enfim, resolvi "importar" o tema do post dela, até por nostalgia de algumas porcarias.
Minhas irmãs e eu tivemos a sorte de ter uma mãe cozinheira de mão cheia e bastante conscienciosa para o estranho senso comum alimentar dos anos 70 e 80. Lá em casa não entrava refrigerante, Tang, Ki-Suco ou Lanjal, só tomávamos sucos naturais. Sobremesa também nunca foi hábito (coisa que agradeço de joelhos até hoje). Jamais provei din-din (feito com água de privada, segundo ela). Pouquíssimas vezes comi aqueles suspiros quadrados com cheiro de chulé (coloridos, com granulado por cima cima), pirulitos Dip 'n Lik e afins. Comidas muito processadas, tipo apresuntados como o Spam aí, salsicha em lata, coisas de sobrenome Swift e demais nojeiras revoltantes, se eu for pensar bem, teria achado nojeiras revoltantes mesmo quando criança.
As contravenções dietéticas de Mrs. Seslaf remontavam às suas origens mineiras, que não viam nada demais em deglutir frituras de todos os gêneros, ainda que diariamente. Assim, era possível encontrar, numa mesma refeição, bisteca de porco frita, chips de batata baroa (coisa que como de joelhos até hoje), farofa de ovo ou couve explodindo de manteiga, bolinho de arroz recheado de queijo frito ou banana à milanesa, arroz branco e feijão. Alguém aí já está com dor no peito?
Mas é claro que criança precisa comer esquisitice. Apesar de não ser nada fanática por doces hoje, eu comia muito açúcar. Pão com manteiga e açúcar, muito dos dois (coisa que daria um joelho para poder comer hoje). Mamão ou abacate com muito limão e açúcar. Maçã e banana picadas com açúcar. Suspiro direto da batedeira (até hoje caio em tentação, mas só umas duas vezes por ano). Atenção, estômagos mais sensíveis: pepino e cenoura molhados em vinagre de maçã e... açúcar. Lembro de abrir aqueles pacotes da União, quando ainda eram de papel, e cheirar com tanto prazer que parecia estar diante de outra substância branca e pulverizada. Nunca esqueci o cheiro de saco de açúcar recém aberto, aliás. E o meu pai deu muito dinheiro para dentista, também.
De hábitos estranhos ou pouco saudáveis que levei para a idade adulta, só mesmo a famosa banana amassada com mel e leite em pó de bebê e Miojo. Eu confesso: eu adoro Miojo de tomate da Mônica. 20% das necessidades diárias de sódio num reles pacotinho, mas tem noites que estou cansada demais para picar acelga.
Então pronto, digam-me vosotros quais são as comidas estranhas que hoje ninguém suporta mais comer (ou que come escondido e culpado). Let's play. Burrrrp.


posted by Cam Seslaf às 4:02 PM |




 
Alquimia de self-service

À falta de qualquer outra coisa que me apetecesse minimamente, tive de me contentar com o filé de molho acinzentado depois da salada.
Filé recheado de gorgonzola e espinafre acompanhado de linguini em seu próprio molho. Macarrão, mesmo quando é ruim, é bom, pensei. Rá.
A carne estava até razoável, só que algum gênio da raça, lá na cozinha, decidiu "sofisticar" a pobre massinha com pitadas de alecrim*. Muitas pitadas de alecrim. Seco.
O resultado da mistura organolepticamente prejudicada foi que o molho ficou com gosto de... Coca-Cola. Juro pelos meus gatos, não estou louca, linguini sabor Coca-Cola.
Que Pilates, que nada. É graças ao self-service que eu parei de engordar e mantenho a minha forma.

* Cientistas da Universidade de Oxford já provaram que quem não sabe cozinhar salpica "ervas finas" em tudo, como vocês já devem ter lido em algum lugar.


posted by Cam Seslaf às 2:05 PM |



Wednesday, April 05, 2006

 
TV dinner

Eu estava aqui assistindo à votação da cassação absolvição do maior devedor da história da TV a cabo mundial e me ocorreu um fato que nunca havia chamado a minha atenção antes.
O que será que passa pela cabeça de um Excelência que entra na fila, espera um tempão para votar e na hora H marca "abstenção" ou deixa a cédula em branco? Será que não deu tempo de se convencer pelo "sim" ou pelo "não"? Será alguma forma de protesto que escapa à minha mente medicada?
Coisa mais pusilânime, eu hein.


posted by Cam Seslaf às 8:45 PM |




 

Hera

Which greek goddess are you?

[O meu tinha dado Ártemis, mas como eu sou contra a caça, fui lá e roubei.]



posted by Cam Seslaf às 2:38 PM |




 
To (almost) kill a hummingbird

Ato I:
7:55. Um beija-flor debate-se apavorado na sala de jantar. Gato número 1 segue seus movimentos freneticamente. Gato número 2, sob hipnose, prostra-se sobre a mesa. Gato número 3, normalmente um caçador de primeira hora, enfia-se debaixo da cama. Uma mulher recém-acordada, sem óculos e com seu medo ancestral de segurar passarinhos, corre e apanha um pano de chão.

[Mas logo um beija-flor?!]

[Será que dá tempo de chamar o porteiro antes de os gatos atacarem?]

[Não quer ter filho? Então pó pará de frescura!]


*

Ato II:
Beija-flor encontra um pouso seguro no ar-condicionado. Mulher tenta bravamente se aproximar umas 37 vezes com seu pano de chão, mas beija-flor foge. Beija-flor, desacreditado do ar-condicionado, volta a se debater no teto de gesso. Mulher segue beija-flor de um lado para o outro do parapeito, fazendo "qui-qui-qui". Gato número 1 segue mulher de um lado para o outro do parapeito com olhos de lince. Mulher pisa no rabo do gato. Maaaaaaaaaaaaaaaau!! Mulher finalmente agarra beija-flor, morta de medo de quebrar suas asas. Pano de chão revela-se frouxo demais e beija-flor escapa. Mulher pega beija-flor mais duas vezes. Na última, ele vai escapando aos poucos e a mulher arranca todas as penas do seu rabinho (do beija-flor, bem entendido). Na quarta tentativa, o pano de chão se fecha inteiro em torno do passarinho e a mulher consegue libertá-lo da sanha felina e de suas próprias incompetência e miopia pelo combogó da cozinha.

*

Epílogo:
Micropeninhas pelo chão. Microbicadas no gesso.
8:25. Os (agora) três gatos continuam sobre a mesa, postados ante o ar-condicionado como que voltados para Meca. Gato número 1 mia, lastimoso. Beija-flor provavelmente se recupera em alguma unidade coronariana perto dali. Mulher segue tremendo.


posted by Cam Seslaf às 10:42 AM |



Tuesday, April 04, 2006

 

Copy

But I miss you anyway.



posted by Cam Seslaf às 12:07 PM |



Monday, April 03, 2006

 

À luz dos recentes acontecimentos (erga omnes)

Ouça-me bem, amor, preste atenção, o mundo é um cu.



posted by Cam Seslaf às 5:04 PM |