Monday, November 28, 2005
All I know is laughter will save the day
Como se eu já não tivesse motivos suficientes para amar essa mulher Cynthia, aos trinta minutos do segundo tempo de um dia particularmente ruim ela me fez rir alto de fazer gato dar pulo em cama. Não tem permalink, mas a história de sua batalha inglória contra a Mandioca Brava vocês encontram no post "Massa sem Manobra".
Pensando alto (e por antecipação)
É fato: quem não está preparado, não está para uma coisa nem para a outra.
Friday, November 25, 2005
Happy Furry Friday

De um rapaz bem comportado, em sua poltrona favorita.
Thursday, November 24, 2005
Del cane
Estou virada. Dois infelizes cruzaram meus olhos e ouvidos logo hoje, então merecem levar pau.
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Primeiro foi uma de nossas brilhantes mentes congressuais que logo cedo na Globonews pagou o vexame de cogitar impetrar um mandado de segurança contra a decisão do Supremo abaixo comentada. Vejam bem, até leigo pode decifrar: o julgamento se passou no órgão máximo do Poder Judiciário. O infeliz quer recorrer. Pro Bento XVI, talvez. A Câmara precisa urgentemente abrir um concurso para assessor jurídico. Ou então que peguem todos faringite para parar de falar imbecilidade.
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Bras-ilha, uma cidade onde qualquer um pode fingir que sabe fazer alguma coisa e muita gente ainda vai bater palmas para o seu talento. Lá estava eu lendo um dos jornaizinhos locais, lugares de maior concentração deste fenômeno (seguidos de perto por restaurantes e seus... ahem, chefs), quando vejo a sedizente© crítica gastronômica comentar a inauguração da segunda confeitaria da dupla de irmãos e elogiar os sorvetes, especialmente o Affogato e o Smother - aquele mesmo, conhecido no resto da galáxia inteira como Smoothie. Smother. Crítica gastronômica. Aaaaaaaah!
Wednesday, November 23, 2005
Sympathy for the devil
É pena que este não seja um blog de Direito e é pena que o Direito possa ser tão chato e impenetrável para não-iniciados. Do contrário, eu teria um post suculento sobre como um réu pouco palatável pode fazer meio Supremo jogar as garantias mais elementares do processo na lama. Verdade seja dita, não é só a palatabilidade do réu que conta. É que o calor dos holofotes aconchega, vocês sabem. Para alguns, melhor ainda é o carinho que um horariozinho eleitoral gratuito fará num futuro próximo. Ouvir que "o princípio do contraditório não pode ser interpretado tão generosamente", assistir a uma defesa da prevalência do interesse coletivo sobre o direito individual do acusado porque o julgamento é político, tudo isto numa tarde só, é sinal que atingimos mais um pico da glória nacional. Um pedaço d' "O Melhor do Brasil" está sentado em cadeiras beges na Praça dos Três Poderes.
Não é você, sou eu...
Apresentando E-Closure, o Post Secret dos pés na bunda.
Tuesday, November 22, 2005
iPod
"Aaaaaah... Freak out! pã-nã-nã-nã-nã..."
Saturday, November 19, 2005
Criptoregistro
"Allons enfants de la Patrie Le jour de peur est arrivé!"
Friday, November 18, 2005
A Fuller Giu!
Thursday, November 17, 2005
Rest in not that much peace
Na Salon hoje, a lista das dez músicas mais executadas em funerais na Grã-Bretanha:
1. "My Way", Frank Sinatra 2. "Wind Beneath My Wings", Bette Midler 3. "Angels", Robbie Williams 4. "My Heart Will Go On", Celine Dion 5. "Simply the Best", Tina Turner 6. "I Will Always Love You", Whitney Houston 7. "You'll Never Walk Alone", Gerry and the Pacemakers 8 . "Over the Rainbow", Eva Cassidy 9. "Time to Say Goodbye", Sarah Brightman 10. "We'll Meet Again", Dame Vera Lynn
Aqui no Brasil, se fizessem uma pesquisa parecida, excluídos os hinos religiosos de sempre, daria Milton Nascimento na cabeça, querem apostar? De tanto servir de réquiem para políticos e demais famosos, a voz do pobre do cara é uma das coisas que mais me angustia na vida. Mas voltando ao gosto britânico, eu, que só fui longe neste quesito ao ponto de imaginar que assombrarei com requintes kruegerianos todas as noites de quem porventura chamar um padre para encomendar a minha alma, acho que ser despachado ao som de Robbie Williams, Celine Dion ou Whitney Houston é razão para querer morrer de novo. OK, admito que, como quase todo mundo, também já imaginei quem choraria ou não no meu enterro. Já pensei, quando adolescente, que Angelo Badalamenti seria legal, porque todo adolescente é dramático e pensa em saídas triunfais, tipo morrer como a Laura Palmer (eu estou fazendo careta e girando os olhinhos para mim mesma, portanto sintam-se à vontade para acompanhar). E tem o Adagio de Albinoni, claro. Hoje eu prefiro mesmo pular o velório, ser cremada e quem ficar é que decida onde espalhar as minhas cinzas. Mas que fique claro, desde logo, que quem ousar me despejar no Lago Paranoá, me condenando a circular eternamente por uma bacia hídrica no Planalto Central, sofrerá suplícios mais terríveis que aquele que chamar o padre. Depois não diga que eu não avisei.
Wednesday, November 16, 2005
Eu te batizo Ordália
Pâmera, do curso de inglês Mago, acaba de me ligar oferecendo uma grande oportunidade sob a forma de uma bolsa parcial de estudos. Ela não tinha sotaque pernambucano, mas bem poderia constar da extraordinária lista de pacientes da Dotôra.
Trivial Variado
Depois de uma semana intensa, de fortes e dispensáveis emoções, é bom voltar e encontrar doçura logo cedo e onde bem se espera.
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Relief is the word I use to describe it.
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Eu tenho vergonha de quase tudo dos meus arquivos. De roupas, a vergonha é do tempo em que eu não tinha um tostão furado para comprá-las e me virava, ai, céus, me virava como podia. Freud, claro, explica direitinho a minha presente shopolatria. Do departamento namoradístico é melhor nem falar - até porque é feio cuspir no prato etc. E vergonha mesmo eu teria de ser flagrada ticando toda a lista de preparações estéticas pega-homem que ensinam as revistas. Imagino que se eu fosse o homem a ser pegado, morreria de rir das fiéis discípulas de Helen Gurley Brown. Caríssima, quer cobrar copyrights de mim?
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Como rastrear amigas de infância no Google e acabar com o seu dia: duas cientistas fodonas (palavrinha recorrente, huh?) com currículos Lattes e uma juíza (em comarca ruim, but...).
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Como convencer seu filho sobre a importância do estudo com Google: daqui a vinte anos, Henrique Augusto, você vai lançar os nomes dos seus colegas mais legais, descolados e populares numa ferramenta de busca e só vai encontrá-los em listas de concurso para autarquias mais ou menos, reprovados.
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Da minha irmã Bel Seslaf, que não ousa dizer seu link:
"Eu gostei da Noiva-Cadáver, mas não consigo perdoar o fato de ela ter boca de botox."
"'Mong e Lóide', neste momento, no Telecine Cult. Dumb and dumber parecem ser os assinantes."
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A TPM deste mês tem mais erros de ortografia do que o tolerado pela OMS. Tsc.
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Fal e seu olho para as coincidências cósmico-cinematográficas. Os astros e estrelas não mentem jamais, Virgínia. ;D
Friday, November 11, 2005
Mulherzinha versus Fodona, parte II
A Zel, ídala de onze entre dez, evoluiu a minha mal burilada tese sobre mulheres em situações geométricas complicadas. Como o post rendeu comentários tão bacanas e como os dois centavos da Zel provocaram o tlim-tlim de mais algumas fichas por aqui, achei que valia a pena esticar mais a conversa:
"eu achava que era fodona e não mulherzinha -- eca, credo, que nojo! só por pensar isso eu já não era tão fodona assim, mas isso é outra história... voltando: eu me convenci tanto disso que convenci outras pessoas também que, naturalmente, me cobravam a 'fodonice'. conclusão dessa meleca é que eu me fodi (e tou morrendo de rir aqui da quantidade de fod*.* que apareceu até o momento), me fodi bonita. me fodi porque sou e sempre fui mulherzíssima, com direito a tudo o que você quiser incluir aí na mulherzice, incluindo medo de barata.
me fodi também porque, sendo mulherzinha, sempre fiz tudo pelos homens que amei, mas não demonstrei; sendo mulherzinha, sempre quis ser cuidada e nunca deixei, sempre quis ser paparicada e nunca pedi; sendo mulherzinha sempre quis casar e ter filhos e uma casa bonita, uma família, fotos, animais de estimação, jogo de chá e momentos de felicidade bucólica e nunca me permiti sequer SONHAR com isso."
A saga completa de sua transmutação está aqui. Sair do armário mulherzístico requer um esforço muito maior do que a maioria das pessoas pode imaginar. Eu, a Zel e as demais comentadoras que se manifestaram aqui brincamos com esse neologismo engraçadinho e reducionista, mas a verdade é que a luta travada contra si mesma, contra a persona que construímos com tanta certeza, fortaleza e propriedade é muito, muito árdua. E acho melhor parar por aqui, antes que eu comece a chorar, puxe as mãos de vocês para formarmos um círculo, dividirmos nossas dores e delícias femininas e começarmos a costurar uma colcha de retalhos ao som de Joni Mitchell (cala a boca, Fodona! - eu disse que a luta era árdua, não disse? ;D).
Thursday, November 10, 2005
Sun Tzu e a Impenetrabilidade da Mente Ocidental
Repetições à parte, no fim das contas, e bem a nosso modo decadente, o que sobra mesmo é só essa tristeza botulínica.
Wednesday, November 09, 2005
Sun Tzu e a Arte do Apaziguamento da Culpa
Se para o drama não há remédio e tua presença não trará qualquer melhora ou alívio, mantém distância ou serás tragado pelo buraco negro.
[Repete cem vezes ao dia.]
Das cantadas mais infames da humanidade
"Vem cá fazer cosseno."
Monday, November 07, 2005
Duas coisas nada a ver
Há pessoas que fazem a gente se recolher à nossa insignificância com uma potência atômica, né? E a nossa insignificância é um lugar muito ordinário, muito distante e muito subterrâneo, né?
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Eu fico brava quando as minhas Havaianas encardem de areia.
Escaleno
Leio, num blog* por aí, as quase (quase?) agruras de uma Pessoa Mineira às voltas com um triângulo amoroso desses cheios de modernidade. Ela é a atriz coadjuvante e a dona oficial da geometria sabe de tudo e parece conviver bem com o fato. O cara, pelo que eu entendi, é encantador aos olhos da convidada. Perigo, Will Robinson, perigo. O xis da questão quem revela é a própria: "não consigo usá-lo só para sexo". Eu nunca fui boa em desenhar figuras. De triângulos tomei pavor depois de ter sido espetada por um particularmente pontiagudo. Triângulos, por sinal, sempre espetam, por mais destras malabaristas que pensemos ser. Mas não é este o ponto. O ponto é que eu estava sem assunto para blogar e frase dela me despertou a vontade de me oferecer em sacrifício para ser vaiada, criticada e mal falada nos comentários. É que eu, de experiência própria e observação alheia, cada vez mais acredito que nós, mulheres, não somos lá muito capazes de sexo puramente casual. Não falo do cara para quem demos "oi" na festa há só duas horas e então, bem, demos. Falo do homem interessante, do homem com quem mantemos algum contato, antes, durante ou depois, ainda que bem pouco contato, porque o céu é testemunha das distâncias que percorre a imaginação feminina, tão afeita a entrelinhas. O homem que nos encanta e não podemos ter por inteiro, este não conseguimos "usar". Insistimos em acreditar que estamos no controle unicamente para não abrir mão de sua presença em nossas vidas. E porque somos modernas, claro. Mas eu acho que a imensa maioria de nós sabe muito bem que essa é uma mentira que não resiste a cinco minutos de conversa com o Senhor Espelho. Eu conheço outra Pessoa Mineira que viu seu triângulo se transformar em linha reta a seu favor (uma reta bem oblíqua, como sói) e que passou a ouvir de seu querido Ponto Eqüidistante que ela era "uma fodona" que se revelou "mulherzinha". Ficava invariavelmente indignada, sem entender direito a razão. Viu a luz quando percebeu que "mulherzinha" é como ela é por inteiro. Se ele reclama, é porque a preferia "fodona", aos pedaços. E quem consegue viver aos pedaços, por favor? Como disse uma vez um grande sábio siciliano, "metade, um terço ou um sexto, todos doem muito mais que zero". Portanto, atirem-me pedras as que me acharem careta. A não ser que se trate do ogro da floresta em pessoa, de um amante de pagode ou um leitor de livros sobre queijos moventes, alguém que fale um português muito errado, use pochete, more longe e que nós nunca mais voltaremos a ver na vida, mulheres não são boas na disciplina sexo sem conseqüências. More power para as que são capazes, mas as evidências indicam que se a história se prolonga, podem saber, nós queremos mais.
[Ducks and covers]
*Link omitido para proteger a conterrânea.
Friday, November 04, 2005
Cooompre Batom
 Originally uploaded by Fal Azevedo.
I don't want to stay here
Então você volta e não encontra mais silêncio para dormir. Encontra, sim, cigarras alucinadas que te fazem pular da cama na primeira noite achando que arrebentou algum cano no apartamento. História verídica. Não sei como eu posso ter ficado tão zen em apenas cinco dias. Terá sido o umbu-cajá? Volta e encontra também os jornais, né, que nem Jornal Nacional estava merecendo a sua atenção. Em cartaz, um cruzamento de tucano com pitbull falando em dar uma surra no presidente. Depois um bonequinho de marzipã cai do bolo de noiva e vai parar em plena tribuna da Câmara para dizer que também bate, guti-guti. Alguém descabela um pouco aquele menino, por favor? A Macaca de Auditório Número Um do Congresso não poderia perder a boquinha e deixar de se juntar à dupla. Bonito. Como bonito foi ver o Excelentíssimo Ameaçado abandonando as analogias de futebol em favor das intestinais. E tome membros de CPI denunciando grampos porque "o telefone está dando interferência". Habla sério. E o Ouro de Cuba, em garrafas de rum. "Ho, ho, ho, ho, ho, e não sobrou nenhum". I wanna to go back to Bahia.
Thursday, November 03, 2005
Um post para ler com sotaque
Olhe, olhe... Nunca doeu tanto ter que voltar de férias como hoje. Tudo perfeito na cidade de São Salvador: dias lindos, mar azul, comidas impossivelmente boas, sorriso, beijar na boca e ser feliz. Mas trabalhar, meus reis... Isso hoje vai ser difícil.
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Desta vez tive uma cicerone baiana, o que aumentou sensivelmente a qualidade das praias, das comidas e do número da balança, sinto admitir. Nenhum, eu disse nenhum, dos restaurantes afamados de Salvador chega aos pés dos lugares simples e baratos onde comi e ouvi os anjos cantarem. Para citar três: Cabana da Cely, para a melhor lambreta do universo e para menina candanga pagar mico na hora de quebrar caranguejo. Lá tomei as melhores caipirinhas da temporada: my name is cajá, umbu-cajá. Mar Aberto, em Arembepe, para a melhor moqueca, um arroz de polvo perfeito, praia linda de arrecifes e para comprar seda vintage na rua. E não, não estamos falando de tecido. A-hem. Do mar para o sertão, a cicerone nos levou ao Gibão de Couro. Queijo coalho na brasa com melado de cana, carne seca com litros de manteiga de garrafa, feijão de corda e purê de mandioca (que eles chamam de pirão). Mais sofrimento para a pobre da balança.
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Vou parar de escrever que este post só está aumentando meu sofrimento. Se eu não estivesse em tão espetacular humor e não tivesse encontrado Bras-ilha tão colorida de flamboyants, não sei o que seria de mim. Fui ali dar um alô para o Chefe mais cedo e seu terno quase me provocou um choque anafilático.
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Salvador é maravilhosa. Vá.
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