Saturday, October 17, 2009
Catarina dixit!
[Para espantar um pouco da preguiça de atualizar isso aqui.]
Tuesday, September 15, 2009
Filha, já estamos aqui em São Paulo há um mês e eu tenho tantas, tantas coisas para escrever, que não caberiam nesse blog. Só que também não tenho tido muita energia para sentar, pensar e tentar fazer algum sentido delas. Como eu antecipava, nossa transição não está sendo fácil. Precisamos nos acostumar a uma nova casa, a novos caminhos e novas rotinas. Isso leva tempo, para você e para mim. Hoje nós também passamos a ter de nos acostumar com a ausência da Lulu, da Lúcia, que voltou para Brasília e deixou a nossa casa bem vazia e silenciosa. É que havia outra casa vazia e silenciosa para onde ela precisava voltar. Farei o que for preciso para que você nunca se esqueça dela e do amor que ela te dedicou. Mas nós vamos nos acostumar, como vamos nos acostumar com as duas novas pessoas que conviverão com a gente de agora em diante. Foi um dia tristonho, mas foi também um dia feliz e é por isso, pela parte feliz do dia, que eu consegui sentar, pensar e escrever. Você já está frequentando a escolinha há quase duas semanas. Eu ainda vou com você e fico por perto, até te sentirmos pronta e segura. Só que nessa terça-feira algo mudou. Finalmente te vi explorando os ambientes sozinha, sem receio, alegre. Você ainda chorou ao me perder de vista, e chorou bastante, mas conseguiu se desprender e aproveitar o dia. É difícil pôr em palavras a sensação de te ver crescendo. De perceber a menina que você está se tornando, tão diferente daquilo que eu teimo em tentar adivinhar. Tão melhor. Estou imensamente feliz de ver como o seu mundo se ampliou e não consigo conter a ansiedade de ver como ele te mudará. A escola é para você, mas eu também tenho aprendido demais nesses dias. A falar com você de um jeito diferente - e como mudou, para melhor, a nossa comunicação! Aprendido também a brincar. É meio esquisito, filha, mas adultos desaprendem a brincar. Esquecem mesmo. Agora eu estou de volta a um lugar tão prazeroso, tão iluminado... E estou acompanhada de você, filhota, da minha Ininha, que ao mesmo tempo me abriu as portas e caminha comigo. O que eu vejo, o que eu escuto e o que sinto são muito maiores do eu que consigo descrever, então como alguém que te ama tanto, só posso desejar que um dia você também experimente essa felicidade, e finalmente saiba. Você agora deu para por a mãozinha na minha testa e perguntar "mamãe, cê tá bem?", de um jeitinho meio malandro. Não faço idéia de onde a senhora tirou essa, mas te digo que sim, com você estou sempre muito bem. Com amor e alegria, mamãe.
Tuesday, September 01, 2009
Here, Levitt, Levitt
Perdão se eu estiver desatualizada, mas a Academia está perdendo um interessantíssimo caso de estudo: a repulsa pelo lucro do prestador de serviços da construção civil brasileiro. Explico. Meu novo lar, meu dileto apartamento, é a minha quarta obra. Sim, meu karma é sofrer na mão de arquitetos, engenheiros, marceneiros, vidraceiros e todos os demais eiros envolvidos no processo. Portanto, do alto da minha experiência eu posso garantir, sem qualquer exagero, que nenhum prestador de serviço executa sua tarefa apenas uma vez. Minha média pessoal é de TRÊS repetições até que o objeto do contrato seja realizado. Isto implica em TRÊS deslocamentos de pessoal, TRÊS mobilizações de material (leia-se desperdício), e às vezes uma espera que tome muito tempo que o número três. Não há margem de lucro que resista. Freakonomics é isso aí. A empresa de iluminação que eu contratei? Já esteve aqui CINCO vezes. Terminou o serviço? Não. Meu box, que vaza um Rio Nilo a cada banho? Amanhã vem o dono da firma, mas só porque eu ameacei processo depois de uma queda de cabeça da minha filha. Terceira visita. Hoje tive a felicidade de receber meu sofá. Na hora do almoço, claro. Imaginem um sofá de canto, em L. Agora imaginem que no canto, em vez de assento e encosto, haja um abismo. Uma base estofada, um quadrado um palmo mais baixo que o resto, e só. Pois é esse montrengo que está me encarando nesse momento, enquanto digito esse post. Não fizeram o canto do sofá, simplesmente. Quarenta dias de produção, e me entregam isso: duas poltronas com um quadrado rebaixado entre elas. Minha reclamação estará gerando uma ordem de serviço e eu estarei recebendo a visita de um técnico em no máximo quarenta e oito horas, quando ele estará fazendo uma inspeção local para detectar o problema (falta do canto do meu sofá, caraglio!) e então eles estarão buscando uma solução. Enquanto isso, em Tranquilizantópolis, eu estarei esperando mais outros quarenta dias para que a nova peça fique pronta, aposto. Enfim, conclamo publicamente que economistas, engenheiros de produção, sociólogos e psicólogos se interessem pelo tema. Por que o empresário brasileiro ligado à construção civil é alérgico ao lucro? Por que uma &*%$# de um serviço JAMAIS fica pronto de primeira? Muchas, muchas gracias.
Wednesday, August 26, 2009
Voltei. É que, pelo solo de Tara, uma mulher precisa desabafar.
Tuesday, August 25, 2009
A blogueira carece de...
- Orientação sobre babás para crianças que frequentam a escola por meio período. - Arrumadeira/cozinheira que cozinhe bem (e que tenha idéias do que fazer para o almoço, pelamor). E que goste de gatos. E que durma em casa. - E de um milagre. - Torradeira. - Espremedor de suco de laranja. - Impressora/scanner boa e que não custe um rim. - Aparelho de som (ainda se chama aparelho de som?). - Aparelho de DVD. - Roupas civis (i.e., não de advogada). - Recomendação de cabeleireiro. - Recomendação de um bom colorista para manter o meu ruivo natural. - Recomendação de depiladora. - Que nenhum dos três leve uma hora de carro para chegar. - Três poltronas. - Novas capas de estofado (valeu, Oliver). - Consertar o iPod da Catarina ou a estação dele (valeu, criança possuída). - Eletrodomésticos novos que não saiam dando defeito de cara. - Produtos da Deca que não saiam dando defeito de cara. - Um vidraceiro que venha em casa consertar de verdade o vazamento Rio Nilo do meu box e não apenas admirar a bela arquitetura do banheiro. - Arquitetos e engenheiros que entendam o conceito de "previsão" e não construam banheiros nos quais não é possível fixar toalheiros. Nem de rosto, nem de banho. Anyfuckingwhere. - Arquitetos e engenheiros que não larguem a reforma inacabada e se pirulitem para Londres. - Meu bebê calmo e bem humorado de volta. - Silêncio. - S-o-l-i-d-ã-o.
Monday, August 24, 2009
Antoinette
E quando finalmente o fluxo de homens trabalhando nessa casa diminuiu, quando finalmente o cheiro de "ainda em obras" começou a esvanecer, quando só faltam duas caixas de bobagens menores para desempacotar, eis que a Lúcia, que veio comigo, diz que não está aguentando a pressão familiar e pede para ir embora. Eu, o que faço? Eu pinto as unhas, meus caríssimos. De Colorama Tafetá, mais especificamente.
Tuesday, August 18, 2009
Sinal de Vida
Ou quase. Tecnicamente vida. Cheguei há uma semana e ainda não consegui dormir em casa. O apartamento. Ainda. Estava. Em. Obras. I fucking swear to fucking god. Em obras. Quando voltar a respirar, narro a saga.
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